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França/atentados

Silêncio de Salah Abdeslam leva seus advogados a abandonar o caso

Salah Abdeslam, o único sobrevivente da célula de Paris é ouvido no Palácio de Justiça de Paris.
Salah Abdeslam, o único sobrevivente da célula de Paris é ouvido no Palácio de Justiça de Paris. REUTERS/Philippe Wojazer

Os dois advogados de um dos principais suspeitos de organizar os atentados de 13 de novembro, Salah Abdeslam, desistiram de defendê-lo na Justiça. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (12) em uma entrevista ao canal de TV francês BFM.

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Os advogados criminalistas Frank Berton e Sven Mary decidiram romper com seu cliente, que segundo eles não responderá jamais às perguntas feitas nos interrogatórios. “O que podemos fazer? Nós havíamos dito a Abdeslam que se ele continuasse “mudo”, abandonaríamos sua defesa”, disse Franck Berton.

"Eu me encontrei com ele umas dez vezes e nós falamos várias vezes no telefone. Hoje ele se recusa a responder às perguntas do juiz. Acho que ele não terá outro advogado, está sem a menor vontade. Salah Abdeslam está abandonando. Como um suicida", declarou Franck Berton em entrevista à revista Nouvel Obs.

Indiciado por “assassinatos terroristas” e principal suspeito dos ataques em Paris, que deixaram 130 mortos, Abdeslam foi detido e colocado em isolamento na prisão de Fleury Mérogis, no sul de Paris, onde está desde o dia 27 de abril. Ele é vigiado por uma câmera 24 horas por dia.

Terrorista utiliza o direito ao silêncio

O extremista do grupo Estado Islâmico tentou, diante do Conselho de Estado francês, suspender o monitoramento constante, inédito na França, mas seu recurso foi recusado. A alegação do conselho é que o “caráter excepcional” do ato terrorista justificava “todas as precauções”.

Salah Absdelam é o único sobrevivente do grupo que participou da série de ataques em Paris no dia 13 de novembro e se recusa a responder às questões da brigada antiterrorista encarregada da investigação sobre os atentados. Ele exerce, como prevê a lei, o direito ao silêncio durante o interrogatório.

O papel de Abdeslam na noite de 13 de novembro não está completamente elucidado, mas ele teria alugado os carros utilizados pelos homens-bomba. Após dirigir o carro dos três suicidas que se explodiram em Saint-Denis, onde era disputada uma partida de futebol entre França e Alemanha no Stade de France, ele aparentemente perambulou por Paris durante toda a noite. No dia seguinte, viajou com dois amigos que vieram da Bélgica para buscá-lo.

 

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