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Hollande/eleições 2017

Em livro, Hollande diz que não vai assumir namoro com atriz enquanto for presidente

O presidente François Hollande e a atriz Julie Gayet.
O presidente François Hollande e a atriz Julie Gayet. Reuters

Chega às livrarias nesta quinta-feira (13) o livro “Um presidente não deveria dizer isso... os segredos de um mandato”, que condensa 61 encontros do presidente francês, François Hollande, com dois jornalistas do diário Le Monde. O livro promete confissões inéditas sobre os percalços do período e também novidades a respeito de seus relacionamentos pessoais.

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Hollande fala dos grandes dramas e problemas que enfrentou durante os cinco anos: os atentados em Paris, a crise dos migrantes e o escândalo com o ministro das Finanças acusado de fraude fiscal. Mas as revelações sobre as mulheres de sua vida devem chamar muita atenção.

O presidente francês fala com carinho da ex-companheira Ségolène Royal, atual ministra do Meio Ambiente, mãe de seus quatro filhos. ”É quem me conhece melhor”, “de quem sou mais próximo”, diz Hollande sobre a ex-candidata socialista à presidência em 2007.

Companheira tinha ciúmes doentio de Ségolène Royal

Já a jornalista Valérie Trierweiler, namorada que acompanhou a chegada de Hollande à presidência é descrita como “ciumenta doentia”. “Ela fez estragos durante dois anos”, diz um próximo do presidente. A obsessão de Trierweiler não era com a bela atriz Julie Gayet, sobre a qual já corriam rumores de um caso com Hollande, mas com Royal.

Valérie chegou a publicar um twitter elogiando um rival de Ségolène em plena eleição regional. Rejeitada, escreveu um livro barulhento, com mais danos a Hollande, incluindo a descrição que ele fazia dos pobres, chamando-os de “desdentados”. O presidente diz que não leu e nem vai ler o livro: “Não foi um ato de má fé, mas de uma mulher infeliz”.

Ele admite ter dito a palavra “desdentados”, mas explica que foi num contexto mais amplo: “Eu disse a ela, essas pessoas que se dirigem a mim nas manifestações, são os pobres, são desdentados”. Para Hollande, “uma traição”, pois ele diz “adorar o povo”. O “Aujourd’hui en France” conta que a ex-namorada tentou de todas as maneiras obter um exemplar do livro, antes da chegada às livrarias, na quinta.

Sobre a atriz Julie Gayet, ele diz que o casal se vê pouco. “Regularmente, mas menos do que gostaríamos”, conta Hollande. Uma mulher “bela” e do “bem”. Ele confessa que se encontrou com Gayet umas 15 vezes em um apartamento perto do Palácio do Eliseu”, escapadas que foram flagradas por paparazzi e causaram muito alvoroço.

A atriz quer que a relação seja oficializada, mas Hollande se recusa. “Ela sofre com isso”, revela. Não enquanto for presidente, diz. “E nem durante um segundo mandato”, deixa escapar o socialista.

"Quero que lembrem de mim como uma pessoa corajosa"

O livro, escrito pelos jornalistas Gérard Davet e Fabrice Lhomme, promete confissões inéditas do chefe de governo, uma forma também de melhorar sua figura tão impopular. Seu temor, adianta o jornal Aujourd’hui en France, é de que ele seja esquecido. “Gostaria que falassem de mim como uma pessoa corajosa, pois é a verdade”.

Ele admite que foram cinco anos muito difíceis. Uma maldição, ele concorda. O pai Georges o havia prevenido assim que foi eleito: “Você vai ter muitas dores de cabeça”.

Sobre as críticas que recebe constantemente neste final de mandato, em entrevista à revista L'Obs, Hollande contra-ataca com fatos: a crise financeira foi vencida, a inflação foi zerada, os juros são muito baixos e o poder de compra progride. A indústria do país mostra progressos. Ao mesmo tempo, ele aponta os dramáticos imprevistos: os ataques terroristas, as guerras que causaram a crise dos refugiados e o Brexit, que mergulha a Europa em uma nova crise existencial.

 

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