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Migrantes

Acampamento de migrantes de Calais começa a ser demolido

Maior parte do trabalho de demolição de barracas de Calais, nesta terça-feira (25) é feita manualmente.
Maior parte do trabalho de demolição de barracas de Calais, nesta terça-feira (25) é feita manualmente. REUTERS/Philippe Wojazer

As barracas e tendas do acampamento de migrantes de Calais, no norte da França, começaram a ser demolidas nesta terça-feira (25), depois do início da desocupação na segunda-feira. Milhares de pessoas foram retiradas do local e levadas a centros de acolhimento.

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Equipes de remoção de escombros, escoltadas por dezenas de policiais, iniciaram a demolição do acampamento onde viviam entre 6 mil e 8 mil migrantes em condições extremamente precárias. Na multidão, formada em sua maioria por homens originários do Afeganistão, Sudão e da Eritreia, que fugiram de conflitos e da pobreza, um objetivo em comum: chegar ao Reino Unido.

Por enquanto, eles terão de se contentar em pedir asilo na França, mas muitos não cogitam a possibilidade de abandonar facilmente o sonho de entrar no território britânico. Desde segunda-feira, eles são escoltados até ônibus e levados a centros de acolhimento e orientação em toda a França. Ontem, mais de 2,3 mil pessoas foram retiradas do local. Na manhã desta terça-feira, mais de mil migrantes tiveram que deixar o acampamento.

As autoridades francesas descartaram a possibilidade de utilizar tratores para destruir as barracas. Todo o trabalho de demolição está sendo realizado manualmente, com serras elétricas. Antes do início da demolição, voluntários e funcionários passaram por cada uma das tendas para garantir que estavam vazias.

Menores desacompanhados

Cerca de 1,3 mil crianças e jovens desacompanhados foram alojados em um centro de acolhimento temporário. Entre eles, 500 menores dizem ter parentes no Reino Unido.

Na segunda-feira, o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, declarou que Londres receberá todas as crianças e jovens que não têm familiares em Calais e que possuem parentes no Reino Unido. No início de outubro, quase 200 menores da chamada "Selva" foram recebidos em território britânico, entre eles 60 meninas que corriam o risco de "exploração sexual".

Londres também indicou que injetará até € 40 milhões para reforçar o controle na fronteira com Calais e para garantir que o acampamento permanecerá fechado.

Situada em um terreno baldio perto do porto de Calais, a "Selva" - um assentamento de quatro quilômetros quadrados -, converteu-se no símbolo da incapacidade da Europa para resolver a pior crise de migração desde a Segunda Guerra Mundial. O local é o ponto da França mais próximo da Inglaterra, onde um túnel faz a ligação entre os dois países.

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