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Saulo Neiva: “Conto de Machado de Assis evoca situação no Brasil”

Áudio 06:55
Saulo Neiva, professor de literatura da Universidade de Clermont Ferrand, no estúdio 51 da RFI
Saulo Neiva, professor de literatura da Universidade de Clermont Ferrand, no estúdio 51 da RFI RFI

Saulo Neiva nasceu no Recife e vive há 24 anos na França. Ele leciona literatura portuguesa e brasileira na Universidade Blaise Pascal, em Clermond Ferrand (centro), onde dirige a Cátedra Sá de Miranda e o laboratório CELIS - Centro de Pesquisas sobre as literaturas e a sociopoética. Autor de diversos livros, Saulo é um grande especialista na obra do escritor brasileiro Machado de Assis. Ele criou o projeto "Machado de Assis - Le Sorcier de Rio " (Machado de Assis - O Bruxo do Rio"), realizado em 2014 e 2015, que englobou uma grande exposição na Unesco para apresentar o autor para o público francês; paralelamente houve o lançamento da coletânea de contos "Várias Histórias" em uma nova tradução pela editora Garnier. O terceiro elemento foi a elaboração de um dossiê pedagógico que pode ser usado e recebido gratuitamente pelos professores de escola primária na França. O dossiê é baseado no "Conto de escola" de Machado de Assis, publicado na França em edição ilustrada e recomendado pelo Ministério francês da Educação.Foi também no universo de Machado que Saulo Neiva encontrou um conto menos conhecido, "O Dicionário", "Le Dictionnaire", que foi traduzido em francês e republicado em edição ilustrada por Wellington de Melo, em um trabalho de cunho satírico que lembra a crise política no Brasil. "Fizemos uma edição bilingue, ilustrada, com uma leitura deliberadamente anacrônica do texto sobre a história de um político, um conspirador que dá um golpe de Estado e sobe ao poder... ele gostaria de ser um grande poeta e toma várias decisões arbitrárias. A ilustração evoca de maneira satírica e anacrônica a situação atual do Brasil", diz o professor. Os desenhos do livro mostram o rei que toma o poder do país imaginário com o rosto de Michel Temer.O conto foi editado em livros pequenos e delicados, artesanais, dentro do conceito "cartonero", que têm um princípio ecológico e associativo. Cada capa é única, feita a mão e reutiliza o papelão.  

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