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Saiba como são as primárias da direita e do centro na França

REUTERS/Martin Bureau

Na França, nos dias 20 e 27 de novembro, acontecem as eleições primárias da direita e do centro. Pela primeira vez, serão os eleitores identificados com essa tendência ideológica que escolherão quem vai representá-los na eleição presidencial de 2017. Três debates televisionados (13 de outubro, 3 e 17 de novembro) deram oportunidade aos sete pré-candidatos de defenderem seus programas.

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As primárias na política francesa

Historicamente, na França, os partidos políticos sempre designaram seus candidatos a uma eleição a partir de uma indicação interna, aberta somente aos filiados, também chamada de "primária fechada". Foi o Partido Socialista que introduziu, na eleição presidencial de 2011, a primeira primária aberta a todos os eleitores. O designado foi François Hollande, que venceu Nicolas Sarkozy, da direita, elegendo-se presidente da França em 2012.

Foi essa derrota, e o sucesso das primárias da esquerda francesa, que inspiraram o partido Os Republicanos a se lançar no mesmo caminho, pela primeira vez, nas chamadas primárias da direita e do centro. Assim, serão os seus eleitores que vão escolher quem vai ser o candidato para a eleição presidencial de 2017 (1° turno em 23 de abril e 2° turno em 7 de maio).

São sete aspirantes, sendo seis do partido Os Republicanos, fundado por Nicolas Sarkozy, e um do Partido Cristão-Democrata. Somente uma mulher está na corrida.

Os candidatos

Nicolas Sarkozy (Os Republicanos)
61 anos, ex-presidente da República

REUTERS/Philippe Wojazer

Desde que foi derrotado em 2012, o ex-chefe de Estado prepara seu retorno à vida política. Depois de dois anos de ausência, ressurgiu como líder da oposição em 2014, à frente do extinto partido UMP, que se tornou Os Republicanos no ano seguinte. Deixando os ares liberais de 2007 para trás, sua campanha de 2012 já foi marcada por um tom bem mais à direita. No seu livro-programa Tudo pela França, ele enumera em cinco pontos o seu projeto político: verdade, identidade, competitividade, autoridade e liberdade.

Alain Juppé (Os Republicanos)
71 anos, prefeito de Bordeaux

REUTERS/Emmanuel Foudrot

Foi primeiro-ministro na presidência de Jacques Chirac (que o chamava de "o melhor entre nós"), e ministro da Defesa e das Relações Exteriores sob a tutela de Nicolas Sarkozy. Prefeito de Bordeaux desde 2001, ele aposta em sua experiência política e imagem de homem de Estado. Com posição liberal e moderada ao mesmo tempo, defendendo uma "direita humana" e uma "identidade feliz", como insiste em dizer, seu alvo são os eleitores de centro, principalmente nas grandes cidades. É o preferido nas pesquisas.

 
François Fillon (Os Republicanos)
62 anos, deputado em Paris

Geoffroy Van der Hasselt / AFP

Depois de ocupar pastas na Educação e Assuntos Sociais, foi primeiro-ministro de Nicolas Sarkozy durante cinco anos. Hoje, Fillon quer simbolizar "a verdadeira ruptura", adaptar o modelo francês à globalização com um programa radical e economias drásticas. No primeiro debate transmitido pela televisão, ele marcou pontos por sua seriedade e determinação. Rival declarado de Nicolas Sarkozy e crítico à postura moderada de Alain Juppé, afirmou que vai defender sua candidatura "até o fim".   

Nathalie Kosciusko-Morizet (Os Republicanos)
43 anos, deputada do departamento de Essone, sul de Paris

FRANCOIS NASCIMBENI / AFP

Filha e neta de políticos, ela é a chefe da oposição no Conselho de Paris (assembleia de 163 membros que decide os assuntos relativos à capital, cuja prefeita, Anne Hidalgo, é socialista). Ocupou altos cargos, foi ministra do Meio Ambiente e porta-voz de Nicolas Sarkozy na campanha presidencial de 2012, antes de se afastar do ex-chefe de Estado. Foi vice-presidente do extinto UMP e do partido Os Republicanos. Kosciusko-Morizet, única mulher a competir em um universo dominado pelos homens, defende ideias próprias e quer representar uma direita progressista e moderna.

Bruno Le Maire (Os Republicanos)
46 anos, deputado e diplomata

REUTERS/Stephane Mahe

É o mais jovem entre os candidatos. Foi secretário de Estado para Assuntos Europeus e ministro da Agricultura no governo Sarkozy. Seu objetivo é dar uma imagem renovada da elite política, com um "sangue novo" mais próximo dos franceses, filosofia que o levou a fazer mais de 320 viagens no país desde 2013. Sua frase preferida é "como é bom acordar de manhã com vontade de dirigir esse país". Apaixonado por literatura, já relatou suas experiências no poder em vários livros de sucesso.

Jean-François Copé (Os Republicanos)
52 anos, deputado e prefeito de Meaux, periferia de Paris

AFP PHOTO / FRANCE 2

Ocupou diversos cargos ministeriais nos governos dos primeiros-ministros Jean-Pierre Raffarin e Dominique de Villepin, na presidência de Jacques Chirac. Foi secretário-geral do extinto UMP, e após uma campanha interna com o rival François Fillon, marcada pela violência, tornou-se presidente do partido até 2014, ano em que foi obrigado a se demitir devido ao escândalo "Bygmalion", de financiamento ilegal na campanha de Sarkozy. Mesmo afetado, não perdeu sólidos apoios no seio do partido. Defende uma França dura no plano moral e securitário, e uma economia liberal.

 
Jean-Frédéric Poisson
(presidente do Partido Cristão-Democrata)
53 anos, député des Yvelines

REUTERS/Martin Bureau/File Photo

É o menos conhecido e o mais radical de todos os candidatos, sendo o único a não vir do partido Os Republicanos. Defensor ardente da família tradicional, tem o apoio dos círculos católicos e assume sua identidade ideológica com o partido Frente Nacional, da extrema-direita. Teve destaque nas mídias em 2015 ao visitar o presidente da Síria, Bachar al-Assad, sem autorização do governo francês, cujas relações diplomáticas estão rompidas com o país. Suas principais preocupações são as questões de família e a defesa dos cristãos no Oriente Médio.

Programas dos candidatos

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