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França

Primárias da direita na França são marcadas por forte participação

Os eleitores, de direita e de esquerda, se mobilizaram para as primárias.
Os eleitores, de direita e de esquerda, se mobilizaram para as primárias. REUTERS/Eric Gaillard

Os franceses foram às urnas neste domingo (20) para o primeiro turno das primárias da oposição de direita. No final do dia, os organizadores celebraram a forte participação dos eleitores. Em razão do enfraquecimento da esquerda no poder, este voto pode definir o páreo final das eleições presidenciais em maio de 2017.

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As zonas eleitorais fecharam suas portas às 19h pelo horário local (16h em Brasília) e, segundo informações divulgadas pelos organizadores, cerca de 4 milhões de eleitores haviam votado. Em 2011, quando o Partido Socialista, atualmente no poder, organizou suas primárias, 2,6 milhões de franceses participaram. Os resultados de cada zona eleitoral serão divulgados durante a noite deste domingo e os candidatos terão, em seguida, 24h para recorrer em caso de dúvida.

O primeiro turno contou com sete candidatos, sendo seis do partido Os Republicanos e um do Partido Cristão-Democrata. Até o último minuto, as pesquisas de intenção de voto apontavam que a disputa seria entre três nomes: o ex-presidente Nicolas Sarkozy, o ex-primeiro-ministro e atual prefeito de Bordeaux Alain Juppé, e o também ex-primeiro-ministro e deputado François Fillon.

Os demais candidatos (os ex-ministros Bruno Le Maire, Natalhie Kosciusko-Morizet e Jean-François Copé, além de Jean-Frédéric Poisson) já vinham sendo descartados há semanas do segundo turno, que acontece no próximo domingo (27).

Esquerda enfraquecida e extrema-direita rondando

Essas primárias ganharam importância especial pois as pesquisas indicam que o candidato de centro-direita terá grandes chances de chegar à presidência do país. Isso porque a esquerda, do atual presidente François Hollande, está dividida e, consequentemente, enfraquecida.

No entanto, como o voto deste domingo foi aberto a todos, inclusive aos militantes de outros partidos, a grande incógnita do pleito é o grupo de eleitores de esquerda, que puderam participar. Muitos deles votaram em Alain Juppé ou simplesmente “contra Sarkozy”. A tática esconde o temor de que os socialistas sejam derrotados no primeiro turno das eleições presidenciais, em maio de 2017, e que Marine Le Pen, da Frente Nacional, chegue ao segundo turno.

Esse cenário já foi vivido pela França em 2002, quando Jean Marie Le Pen, o pai de Marine, surpreendeu ao chegar no segundo turno contra o então presidente Jacques Chirac. Diante do medo de uma vitória do partido extremista, que tem propostas claramente xenófobas e isolacionistas, os eleitores, inclusive os de esquerda, tiveram que se unir para reeleger Chirac, apesar de nem sempre concordarem com seu programa.

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