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França/eleições

Candidato pró-Hollande vai disputar primárias de Partido Socialista na França

O ex-ministro da Educação Vincent Peillon
O ex-ministro da Educação Vincent Peillon REUTERS/Charles Platiau

O ex-ministro da Educação francês surpreendeu seus correligionários ao apresentar sua candidatura para as primárias do partido do presidente François Hollande, que acontece entre os dias 22 e 29 de janeiro. Um anúncio motivado pela renúncia do presidente francês a disputar a reeleição em 2017.

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Peillon é o quinto membro do PS a entrar oficialmente na disputa pela vaga de candidato às eleições presidenciais de 2017, mas outros ainda podem se apresentar até a data das primárias. Em entrevista ao jornal “Le Monde”, ele declarou que é candidato “para que a esquerda possa vencer”.

A França vive atualmente um momento de incerteza política e muitos eleitores de esquerda temem uma configuração que parece cada vez mais realista: há uma forte possibilidade de que o segundo turno seja entre a candidata da extrema-direita Marine Le Pen, da Frente Nacional, e o representante do partido Os Republicanos, François Fillon, tido como extremamente conservador.

Neste contexto, a candidatura de Peillon seria uma tentativa de dar “uma chance” aos socialistas, dada como perdedora por antecipação, de entrar na disputa. Entre os candidatos do PS às primárias, a falta de coordenação e os ataques pessoais mostram que há pouco consenso, aumentando as possibilidades de uma derrota do partido nas eleições presidenciais de 2017.

Balanço injusto do governo Hollande

Até agora, além de Peillon, cinco membros do PS já declararam suas candidaturas às primárias: o ex-premiê Manuel Valls, o ex-ministro da Recuperação Produtiva, Arnaud Montebourg, o eurodeputado Benoït Hamon e o ex-inspetor do Trabalho Gérard Filoche. Sem contar os candidatos dos partidos associados.

Para participar do pleito, o Partido Socialista delimitou as seguintes regras: ter o apoio de 5% dos membros do Conselho Nacional do partido, parlamentares socialistas ou secretários regionais ou estaduais, ou 5% do apoio dos prefeitos das cidades de mais de 10 mil habitantes.

Para Peillon, as divergências dentro do próprio partido se devem em parte a um balanço “injusto” do governo de François Hollande. “Esta é a primeira vez, na Quinta República, que um presidente decide não se candidatar à reeleição. Meu desejo é atacar os motivos profundos dessa crise para que o país possa retomar sua serenidade”, declarou.

França, um caso único

Sua ambição, afirma, é mostrar que o governo socialista conseguiu proteger os valores da sociedade francesa durante os últimos cinco anos. Isso apesar do crescimento do populismo e das ideias conservadores em diversas nações europeias.

“Hoje, avaliando o que acontece na Europa, a França é um caso único. Nós colocamos em dia nossas contas públicas sem atacar o modelo social. Ainda melhor: reformas foram feitas, como a contratação de funcionários na polícia, o casamento entre homossexuais, o estabelecimento de um teto para os aluguéis, o seguro saúde universal. Tudo isso deve ser dito”, diz.

 

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