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França/Eleição

Manuel Valls é atacado com saco de farinha

Manuel Valls: pré-candidato coberto de farinha em Estrasburgo.
Manuel Valls: pré-candidato coberto de farinha em Estrasburgo. Reprodução da BFMTV

O pré-candidato socialista às eleições presidenciais francesas, Manuel Valls, foi atacado com um saco de farinha nesta quinta-feira (22), quando fazia campanha no mercado de Natal de Estrasburgo, no leste da França.

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O incidente aconteceu quando o ex-primeiro-ministro deixava o mercado para entrar num café da praça, onde teria uma reunião com simpatizantes e socialistas de Estrasburgo. O agressor, de aproximadamente 30 anos, aproveitou a distração da segurança para jogar um saco de farinha na cabeça de Manuel Valls, enquanto gritava “O 49.3 a gente não esquece!”.

49.3 é o número de um artigo da constituição francesa que permite ao governo a aplicação de uma lei por decreto, sem a aprovação da Assembleia Nacional. Enquanto primeiro-ministro, Manuel Valls lançou mão duas vezes deste dispositivo constitucional para aprovar leis propostas pelo governo que enfrentavam forte oposição na Assembleia. Em 2015, o 49.3 foi acionado para aprovar a Lei do crescimento e da atividade econômica, mais conhecida como Lei Macron; e, em julho de 2016, para forçar a aprovação da lei de reforma do Trabalho, conhecida como Lei El-Khomri.

No caso do incidente de Estrasburgo, o agressor ignorou a promessa de campanha de Valls que, na semana passada, já havia proposto a supressão do artigo 49.3 da constituição, causando surpresa dentro do seu próprio partido.

Preocupado com Putin

Durante a visita ao mercado de Natal de Estrasburgo, Valls comentou a sua preocupação sobre a proximidade política entre o seu rival de direita, o candidato do partido Os Republicanos, François Fillon, e o governo russo de Vladimir Putin.

“A Rússia está tentando influenciar o destino dos países ocidentais. Me preocupa o alinhamento de François Fillon com as posições de Putin. Eu respeito a Rússia, mas precisamos encará-la seriamente, sem estarmos submissos a qualquer outro país”, declarou o pré-candidato socialista.

Quanto às acusações dirigidas ao partido de extrema-direita, a Frente Nacional, de ser financiado por Moscou, Manuel Valls não perdeu a oportunidade do ataque:

“Esse é outro caso, ainda mais grave. Isso nos mostra como a extrema-direita, que tanto fala em soberania e independência, está pronta a abandoná-la em troca de financiamento e dos seus próprios interesses. Mas nós já sabíamos: a Frente Nacional não ama a França”.
 

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