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França/César

Depois de protestos, Polanski desiste de presidir cerimônia do César, o Oscar francês

Les avocats de Roman Polanski ont fait valoir que la demande d'extradition des Etats-Unis n'était pas fondée.
Les avocats de Roman Polanski ont fait valoir que la demande d'extradition des Etats-Unis n'était pas fondée. REUTERS/Mateusz Skwarczek/Agencja Gazeta

O diretor franco-polonês Roman Polanski desistiu nesta terça-feira (24) de presidir a cerimônia do prêmio César, conhecido como Oscar francês, depois de um grupo de associações feministas na França pedir sua destituição e o boicote ao evento.

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A petição lançada na Internet pelas associações obteve mais de 61 mil assinaturas e denuncia a escolha do diretor, julgado à revelia nos Estados Unidos pelo estupro de uma adolescente de 13 anos em 1977.

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, Polanski julga a iniciativa “sem justificativa”. De acordo com seu advogado, Hervé Termine, que assina o texto, a polêmica entristeceu “profundamente Polanski e sua família”. Segundo ele, “é preciso lembrar que Samantha Geimer (a garota que prestou queixa) fez um acordo com ele e que a polêmica não tem sentido”.

Em 2009 a justiça americana emitiu um mandado internacional de prisão contra Polanski, que passou dois meses na prisão na Suíça e oito meses em seu chalé na estação de Gstaad. Em julho de 2010, o país rejeitou o pedido de extradição dos EUA. O caso aconteceu em 1977, durante uma reportagem para a revista “Vogue”.

Segundo a vítima, Polanski tirou fotos dela e em seguida a estuprou. Em seu livro lançado em 2013, Samantha Geimer afirma que estava bêbada e que Polanski não queria “maltratá-la”, apesar de não ter compreendido que ela era muito jovem e o ato era inconveniente”.

Em seu livro de memórias, o cineasta, que dirigiu longas consagrados como “O Bebê de Rosemary” (1968), “O Pianista” (2002) ou “Chinatown” (1974). reconhece ter tido “relações sexuais” com uma menina de 13 anos, mas nega o estupro.

Ministra do Direito das Mulheres também critica decisão

Além disso, disse a justiça polonesa e a suíça recusaram a extradição do cineasta para os Estados Unidos. A escolha de Polanski como presidente da cerimônia, uma das mais famosas do cinema francês, também foi condenada pela ministra do Direito das Mulheres, Laurence Rossignol.

 

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