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Presidenciável Fillon e esposa são interrogados em suspeita de emprego fantasma

François Fillon e sua esposa Penelope foram interrogados pela justiça francesa nesta segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
François Fillon e sua esposa Penelope foram interrogados pela justiça francesa nesta segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 REUTERS/Pascal Rossignol

O candidato do partido francês Os Republicanos, e sua esposa Penelope, foram interrogados nesta segunda-feira (30) pelo Tribunal financeiro do país. A justiça investiga se a mulher do presidenciável realmente trabalhou para ele ou se teve um emprego-fantasma.

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François Fillon, em um comunicado, afirmou ter apresentado à justiça "elementos úteis que provam o trabalho realizado por sua esposa". O casal foi interrogado nesta segunda-feira pelos investigadores do Ofício central de luta conta a corrupção e as infrações financeiras e fiscais.

A denúncia foi publicada pelo jornal satírico Le Canard Enchaîné, que acusa que Penelope Fillon ocupou um emprego fantasma e recebeu cerca de €600 mil (cerca de R$2 milhões). Os fatos corresponderiam à época em que Fillon era deputado na Assembleia Nacional, de 1998 a 2002, e depois, durante o período em que foi primeiro-ministro de Nicolas Sarkozy, de 2007 a 2012.

Candidatura ameaçada

Fillon não cansa de repetir que vai provar que o casal disse a verdade. A três meses da eleição presidencial, o escândalo cai mal para o candidato, considerado favorito para um segundo turno com a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen.

Determinado, Fillon já declarou que se for indiciado vai renunciar a concorrer à presidência da França, cuja eleição acontece em 22 de abril e 6 de maio deste ano. A possibilidade de que isto possa vir a acontecer deixa Os Republicanos em polvorosa. Hoje, segundo o porta-voz do partido, não existe um substituto à altura, e o derrotado nas primárias da direita, Alain Juppé, ex-primeiro-ministro de Jacques Chirac, já avisou que não voltará à cena presidencial. Favorito inicialmente, ele teve uma derrota humilhante para Fillon e saiu bastante abatido da campanha. Prefeito de Bordeaux, ele prefere agora se dedicar à cidade.

Pode parecer nepotismo, mas a legislação francesa e o regimento interno da Assembleia Nacional autorizam o trabalho de filhos, cônjuges e parentes em cargos de confiança de eleitos. Essa prática, embora frequente, é contestada por setores da sociedade civil.

 

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