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Roman Polanski planejaria voltar aos EUA para rever acusação de estupro

O diretor de cinema Roman Polanski com o troféu de Melhor Direção por "Venus in Fur", na cerimônia do César 2014.
O diretor de cinema Roman Polanski com o troféu de Melhor Direção por "Venus in Fur", na cerimônia do César 2014. REUTERS/Regis Duvignau/File Photo

O cineasta franco-polonês Roman Polanski planeja voltar aos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira (16) seu advogado, que busca garantias para que o diretor não cumpra pena de prisão pelo estupro de uma menina de 13 anos, em 1978.

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De acordo com o site de celebridades americano TMZ, o cineasta pode voltar ao país onde é sujeito a um mandado de prisão. O premiado diretor de "O pianista" e "Chinatown" levou 40 anos fugindo, mas assegura ter alcançado um acordo com a Justiça norte-americana, que o manteria fora da prisão, afirmou seu advogado, Harland Braun. Roman Polanski desejaria voltar aos Estados Unidos para pedir ao Tribunal Superior do Condado de Los Angeles que ele revele o conteúdo de um acordo secreto em 1978 entre o diretor e Laurence Rittenband, o juiz que o considerou culpado.

O site TMZ explica que, em vista de sua popularidade na época, o juiz lhe tinha prometido que ele não iria ficar mais do que 48 dias sob custódia, mesmo depois das acusações de estupro de que era objeto. Mas depois de sua saída após 42 dias de prisão, no início de 1979, o juiz violou o acordo e pediu 50 anos de prisão contra Roman Polanski. De acordo com o TMZ, o cineasta conta desvendar este acordo, a fim de encerrar o processo.

Samantha Geimer, que havia 13 anos na época, acusou o então diretor de 43 anos e já conhecido mundialmente de tê-la drogado e estuprado em uma jacuzzi, durante uma sessão de fotos na casa do ator Jack Nicholson (que não se encontrava no local), em 10 de março de 1978. Para evitar uma ação judicial, a família de Samantha Geimer e Polanski estabeleceram um acordo: o diretor concordou em se declarar culpado de "relações sexuais ilegais", se as outras acusações fossem retiradas.

Em janeiro deste ano, a nomeação de Polanski à presidência do prêmio César 2017 – o Oscar francês - causou grande polêmica na França, por causa das repercussões negativas da acusação de estupro no país, o que levou o diretor a abandonar uma possível participação na cerimônia.
 

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