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Paris volta a denunciar ciberataques atribuídos a Moscou

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, denunciou neste domingo, 19 de fevereiro de 2017, uma tentativa de ingerência "inaceitável" da Rússia nas eleições presidenciais da França.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, denunciou neste domingo, 19 de fevereiro de 2017, uma tentativa de ingerência "inaceitável" da Rússia nas eleições presidenciais da França. REUTERS/Michaela Rehle

O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, denunciou neste domingo (19) os ciberataques, que supostamente são organizados pela Rússia contra a França, visando influenciar a campanha eleitoral presidencial do país. Segundo o chanceler, esses ataques são "uma forma de ingerência inaceitável".

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Jean-Marc Ayraoult fez a declaração em entrevista ao semanário Journal du Dimanche. O chefe da diplomacia francesa declarou que nesta campanha eleitoral francesa é possível perceber que a Rússia manifesta suas preferências aos candidatos Marine Le Pen, da extremadireita, e François Fillon, da direita. Já Emmanuel Macron, de centro-esquerda, que tem um discurso muito europeu, sofre ciberataques, avalia o chanceler.

"Denuncio esta forma de ingerência na vida democrática francesa que é inaceitável", disse, garantindo que "a França não aceitará, nem os franceses aceitarão, que lhes ditem suas eleição". Ayrault ressaltou que a "Rússia é a primeira a lembrar que a ingerência nos assuntos internos é um princípio fundamental da vida internacional". Ele disse entender essa posição, mas exige o mesmo respeito de Moscou.

Primeira denúncia na Assembleia Nacional

Na quarta-feira (15), na tribuna da Assembleia Nacional, o ministro das Relações Exteriores já havia advertido que Paris "não aceitará nenhuma ingerência no processo eleitoral francês", seja em forma de ciberataques ou de divulgação de informações falsas, vindas especialmente da Rússia.

Em 2017, estão previstos importantes eleições na Europa, principalmente na Alemanha e na França. Inúmeros especialistas, responsáveis dos serviços de informação e líderes políticos acusam Moscou de querer, através de sofisticados ciberataques e campanhas de desinformação, influenciar os resultados, como ocorreu na eleição americana. O Conselho de Defesa francês celebrará na próxima semana uma sessão extraordinária, promovida pelo presidente François Hollande, para reforçar as medidas de proteção contra este tipo de ameaça.

Rússia desmente

A Rússia desmentiu na terça-feira (14) qualquer tentativa de interferir nas eleições presidenciais da França e denunciou uma campanha de "difamação" de seus meios de comunicação. O desementido de Moscou aconteceu um dia após o movimento En Marche do candidato Emmanuel Macron sugerir que teme uma possível intromissão russa.

Responsáveis pela campanha do ex-ministro da Economia afirmaram várias vezes que ataques cibernéticos visaram o movimento , "para ter acesso a dados de seus 185 mil assinantes, à rede de mensagens eletrônicas da equipe trocadas via e-mail, além de informações confidenciais sobre a estratégia da campanha".

A Rússia têm criado nos últimos anos meios de comunicação estatais, destinados ao público externo, com o objetivo de divulgar seu ponto de vista sobre os assuntos internacionais. A RT (ex-canal de televisão Russia Today) e a plataforma Sputnik (ex-Voz da Rússia) têm sido acusadas, em particular pelo Parlamento Europeu, de servir como suporte para a "propaganda" do Kremlin.

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