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Ecologista apoia socialista na eleição presidencial da França

O candidato ecologista Yannick Jadot desistiu de concorrer à eleição presidencial.
O candidato ecologista Yannick Jadot desistiu de concorrer à eleição presidencial. REUTERS/Christian Hartmann

O candidato ecologista francês Yannick Jadot retirou nesta quinta-feira (23) sua candidatura à presidência para apoiar o socialista Benoît Hamon, evocando um "grande acordo" para vencer a corrida eleitoral para a presidência na França. Jadot e Hamon pedem agora que Jean-Luc Mélenchon, líder da Frente de esquerda, se junte a eles.

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"Minha responsabilidade é superar o ego, para vencer aparelhamentos políticos e construir a grande aventura desta eleição presidencial. Então, sim, esta noite, eu retiro a minha candidatura", afirmou Jadot ao canal de televisão France 2, em Paris.

Depois de mais de duas semanas e uma maratona final de negociações, a equipe dos candidatos ecologista e socialista chegaram a um acordo final na quinta-feira (23), considerado por Yannick Jadot como "absolutamente formidável e esperançoso."

Para ter validade, o acordo deve ser aprovado pelos 17 mil eleitores que participaram das primárias do partido ecologista francês, o Europa Ecologia. Mas após a votação haverá pouca hesitação por parte do eleitorado, uma vez que a consulta aberta sobre possíveis discussões com o socialista Benoît Hamon e Mélenchon, líder da extrema-esquerda, teve cerca de 90% de votos a favor. A votação eletrônica final será realizada entre esta sexta-feira (24) e domingo (26).

Yannick Jadot foi nomeado candidato oficial do partido Europa Ecologia no início de novembro de 2016. Imediatamente após o anúncio da renúncia de Jadot à corrida presidencial, Benoît Hamon, que se encontrava em reunião na cidade de Arras, no norte da França. O ecologista afirmou estar "muito feliz pela escolha, que não é simples, eu não me torno simplesmente o candidato da Bela Aliança Popular [que reúne os socialistas e seus aliados], mas também da ecologia política".

Yannick Jadot se disse satisfeito de obter, com este acordo, um compromisso sobre o "abandono da energia nuclear em 25 anos," o fim do aeroporto de Notre-Dame-des-Landes e votações proporcionais [sistema que permite uma representação mais igualitária] nas eleições legislativas francesas.

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