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França vai abrir corredor humanitário para sírios vindos do Líbano

Refugiados sírios no Vale de Bekaa, no Líbano
Refugiados sírios no Vale de Bekaa, no Líbano AFP/HASSAN JARRAH

Depois da Itália, a França também vai abrir corredores humanitários para acolher refugiados sírios vindos do Líbano. Cerca de 700 pessoas devem chegar ao país no final de abril deste ano.

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Na terça-feira (14), em presença do presidente François Hollande, os ministros Bruno Le Roux, do Interior, e Jean-Marc Ayrault, das Relações Exteriores, assinarão um acordo protocolar com três instituições católicas (Caritas, Conferência dos Bispos da França e Comunidade de Santo Egídio) e duas protestantes (Federação Protestante da França e Federação de Ajuda Protestante). O objetivo é realizar uma operação de solidariedade com os exilados que fugiram da guerra que arrasa a Síria desde março de 2011.

A Comunidade Santo Egídio é responsável pela iniciativa, inspirando-se no modelo italiano que recolheu 700 sírios desde fevereiro do ano passado.

Como os sírios do Líbano serão acolhidos pela França?

O corredor humanitário francês poderá ser ativado a partir do final de abril deste ano. Inicialmente, é prevista a recepção de 500 pessoas nos 18 meses seguintes à assinatura do protocolo. Famílias com crianças, mulheres sós, pessoas idosas, doentes ou com necessidades especiais, terão prioridade.

Em termos jurídicos, o protocolo vai permitir que o Líbano conceda um visto de asilo aos refugiados dos campos na fronteira com a Síria. A escolha será feita pelas associações locais e terá que ser validada pela França. Em seguida, as pessoas serão transferidas para a França, onde obterão o estatuto de refugiadas.

As crianças deverão ser escolarizadas três dias após o desembarque na França, e os pais terão aulas de francês e orientação para acharem um trabalho. A ideia é os refugiados se tornem autônomos o mais rápido possível.

Mobilização dos círculos religiosos pelos refugiados

Desde 2015, os meios religiosos franceses vêm se mobilizando pelos imigrantes. Entre 2015 e 2016, mais de 2.500 pessoas foram acolhidas por estruturas católicas e protestantes.

Mas nem tudo são rosas nesse cenário de generosidade. A acolhida dos estrangeiros também alimenta, cada vez mais, o temor de um aumento do islamismo radical.

 

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