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França/governo

Ministro francês é acusado de empregar filhas adolescentes

O ministro francês do Interior, Bruno Le Roux, empregou suas duas filhas menores como assessoras parlamentares na Assembleia Nacional quando eram estudantes, revelou nesta segunda-feira a TV francesa.
O ministro francês do Interior, Bruno Le Roux, empregou suas duas filhas menores como assessoras parlamentares na Assembleia Nacional quando eram estudantes, revelou nesta segunda-feira a TV francesa. REUTERS/Charles Platiau/File Photo

As duas filhas do atual ministro do Interior, Bruno Le Roux, teriam recebido, no total, 55 mil € por contratos temporários de “colaboradoras parlamentares” assinados entre 2009, quando tinham 15 e 16 anos, e 2016.

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Dois meses depois do escândalo envolvendo o ex-premiê François Fillon, candidato à eleição presidencial, indiciado pela atribuição de empregos-fantasma à sua mulher e filhos na Assembleia, agora é a vez do ministro do Interior, Bruno Le Roux, ser acusado de beneficiar sua família. Ele tem um encontro com o ministro da Justiça, Bernard Cazeneuve, nesta terça-feira (21), para explicar a situação.

Na França, a lei permite aos membros do governo e do legislativo a contratação de parentes – desde que eles trabalhem nos respectivos empregos.

O caso das filhas de Le Roux foi revelado pelo programa de TV francês “Le Quotidien”. De acordo com a reportagem, as meninas acumularam cerca de 24 contratos. Em alguns períodos, as duas faziam estágios em empresas ou tinham aulas, o que levantou as suspeitas.

O ministro reconheceu ter oferecido os contratos quando ainda era deputado da região Seine-Saint-Denis. “Elas trabalharam comigo durante os períodos de férias escolares, à distância durante os estágios e vários dias a mais no outono”, afirmou Le Roux, rechaçando qualquer comparação com o caso Fillon, em que as atividades remuneradas da mulher, sem profissão, nunca foram totalmente esclarecidas.

Proibição

Curiosamente, o próprio ministro defendeu que a contratação de parentes seja proibida. “Isso sempre pode gerar polêmica.” Para o secretário-geral do PS, Jean-Christophe Cambadélis, por enquanto não há provas de que as vagas atribuídas às filhas do ministro eram empregos-fantasma. “Não vamos demitir alguém por conta de uma suspeita”, disse.

 

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