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Guiana Francesa

Guiana Francesa, na fronteira com Brasil, se prepara para greve geral

Estradas foram bloqueadas na Guiana em protesto contra a precariedade da população
Estradas foram bloqueadas na Guiana em protesto contra a precariedade da população jody amiet / AFP

Após vários dias de protestos violentos, a União dos Sindicatos da Guiana Francesa (UTG na sigla em francês) anunciou neste sábado (25) uma greve geral na próxima segunda-feira (27). Falta de segurança, pobreza e desemprego são as principais reclamações dos moradores desse território francês que faz fronteira com o Brasil.

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O movimento de protestos reúne grevistas do fornecedor de energia elétrica EDF, que reivindicam melhores condições salariais, coletivos que criticam o aumento da delinquência e grupos que denunciam a precariedade nos sistemas de saúde e transportes. A mobilização conta com o apoio de representantes políticos locais, como o presidente da Coletividade da Guiana, Rodolphe Alexandre, que se recusa ir até Paris para participar das negociações com o governo.

Cerca de dez barragens bloqueam deste quinta-feira (23) os cruzamentos estratégicos do litoral da Guiana Francesa, fechando inclusive a entrada da capital, Caiena. Os Estados Unidos desaconselharam seus cidadãos a viajar para o território francês em razão das “grandes manifestações” na região e nas estradas que levam ao Brasil e ao Suriname, países vizinhos”.

Os protestos provocaram o atraso no lançamento do foguete Ariane 5, vitrine econômica do território, e que colocaria em órbita o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), do Brasil. Vários estabelecimentos escolares também foram fechados.

O primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, pediu “calma” e “diálogo” aos moradores. Já a ministra responsável pelos territórios Ultramarinos, Ericka Bareigts, disse que “a situação continua tensa”. Paris enviou uma missão interministerial a Caiena. O grupo deve desembarcar ainda neste sábado (25).

Uma em cada quatro famílias da Guiana Francesa vive abaixo da linha da pobreza e o índice de desemprego atinge 22%, contra 9,7% na França metropolitana. O território também não consegue administrar a explosão demográfica da região, provocada por altas taxas de natalidade e de imigração, vinda de vários países, inclusive do Brasil. A população da Guiana cresce 2,8% ao ano.

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