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Greve geral

Jornais criticam gestão do Estado na Guiana Francesa

Greve geral na Guiana Francesa, departamento ultramarino na fronteira com o Amapá, é o principal assunto da imprensa francesa nesta terça-feira (28).
Greve geral na Guiana Francesa, departamento ultramarino na fronteira com o Amapá, é o principal assunto da imprensa francesa nesta terça-feira (28).

Uma greve geral por tempo indeterminado iniciada ontem na Guiana Francesa é o principal assunto de capa dos jornais franceses nesta terça-feira (28). Em seu editorial, o Le Monde diz que o território ultramarino francês, que faz fronteira com o estado do Amapá, tem suas riquezas marítimas e minerais, principalmente o ouro, roubadas ou mal exploradas.

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O Le Monde critica a falta de investimentos do governo francês em projetos locais de integração econômica e no setor do turismo, que poderiam criar milhares de empregos na Guiana Francesa. Os tecnocratas de Paris insistem em impor aos territórios ultramarinos a mesma visão do desenvolvimento que funciona na metrópole, o que é um erro na avaliação do jornal, e que compromete as perspectivas de futuro da juventude guianense.

A greve geral iniciada na segunda-feira (27) tem como principal reivindicação a execução de um plano de investimentos de € 2 bilhões de euros prometidos, mas nunca empenhados pelo presidente François Hollande. O nível de desemprego na Guiana Francesa é de 22%, mais que o dobro registrado na França metropolitana. Na faixa etária de 18 a 25 anos, o desemprego é ainda maior e afeta a metade dos jovens.

O acesso fácil a partir do Brasil e do Suriname ainda atrai imigrantes clandestinos de países da região. Eles fazem do garimpo ilegal do ouro e da pesca abundante uma fonte de renda. O aumento da criminalidade e da delinquência no dia a dia dos guianenses alimenta a revolta atual.

O jornal comunista L'Humanité lembra que os territórios ultramarinos franceses sofreram cortes de orçamento com a política de austeridade aplicada nos últimos anos, para reduzir o déficit público francês e enquadrá-lo nos 3% preconizados pela União Europeia.

Le Figaro nota que a greve acontece a um mês da eleição presidencial e nenhum dos candidatos na disputa assume as falhas do Estado na gestão do território. Economistas salientam que o país vizinho, o Suriname, que tem a mesma cobertura de florestas e potencial de desenvolvimento, se sai muito melhor do que a Guiana Francesa.

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