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Hollande cumpre promessa e fecha central nuclear mais antiga da França

A central nuclear de Fassenheim está com os dias contados
A central nuclear de Fassenheim está com os dias contados Reuters/Vincent Kessler

O governo francês publicou neste domingo (9) um decreto para fechar a central nuclear de Fessenheim, no nordeste, a mais antiga do país. O anúncio foi criticado pelos sindicatos e pelos militantes contra o nuclear.  

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Fechar a central nuclear de Fessenheim, próxima da fronteira com a Alemanha, foi uma promessa de campanha do presidente François Hollande, cujo mandato terminará dentro de algumas semanas. O decreto, publicado no diário oficial estatal, que reúne as decisões do governo, estabelece as suas condições de fechamento.

A ministra francesa de Ecologia e Energia, Ségolène Royal, havia afirmado na sexta-feira (7) que este decreto seria adotado antes do fim de seu mandato, falando sobre um processo "irreversível".

Fassenheim, em funcionamento desde 1978, cessará suas atividades quando um novo reator, que está sendo construído em Flamanville (noroeste), "entrar em funcionamento", segundo o decreto.

Reações e críticas

Depois da publicação do decreto, os sindicatos da estatal EDF (Eletricidade da França) denunciaram a ameaça de 2.000 empregos diretos e indiretos ligados à central.

Na França, os ecologistas militam há anos pelo fechamento de Fessenheim, que opera desde 1977. A central fica em uma falha sísmica no leste da França, perto das fronteiras da Suíça e Alemanha. Esses países pressionam o governo francês pelo fechamento, considerando que representa uma ameaça para a segurança.

O nuclear é a primeira fonte de produção de eletricidade na França, com uma parte de 75%. Uma lei votada em 2015 prevê a redução desta parte para 50% até 2025.

 

 

 

 

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