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França

Discurso pela paz de marido de policial morto na Champs Elysées marca cerimônia

Etienne Cardiles, marido do policial assassinado aos 37 anos na avenida Champs Elysées, durante a homenagem nacional realizada nesta terça-feira (25), em Paris.
Etienne Cardiles, marido do policial assassinado aos 37 anos na avenida Champs Elysées, durante a homenagem nacional realizada nesta terça-feira (25), em Paris. bertrand GUAY / AFP

A França realizou nesta terça-feira (25) uma homenagem nacional ao policial morto na semana passada na avenida Champs Elysées, Xavier Jugelé, em um ataque reivindicado pelo grupo ultrarradical sunita Estado Islâmico. Em tom sóbrio e amoroso, o marido do policial, que era homossexual, declarou que não sente ódio e incentivou os franceses a defender a paz.

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A cerimônia, convocada pelo presidente François Hollande, aconteceu na sede da Secretaria de Segurança Pública de Paris. Etienne Cardiles, marido do policial assassinado aos 37 anos, foi o primeiro a falar. Ele contou que o casal conversava com frequência sobre o aumento da carga de trabalho da polícia, uma consequência do estado de emergência decretado após os atentados de novembro de 2015. Eles também conversavam sobre a ameaça particular que passou a afetar policiais e militares, quando eles foram declarados alvos privilegiados dos jihadistas.

França presta homenagem nacional ao policial morto no último atentado de Paris, Xavier Jugelé.
França presta homenagem nacional ao policial morto no último atentado de Paris, Xavier Jugelé. REUTERS/Thibault Camus/Pool

Jugelé foi o sexto policial assassinado desde o início da onda de ataques terroristas na França. Ele levou dois tiros na cabeça do francês Karim Cheurfi, de 39 anos, que ainda feriu outros dois policiais antes de ser morto. Em uma homenagem póstuma do Estado francês, Jugelé foi promovido a capitão e também recebeu a medalha de Cavaleiro da Legião de Honra. Os dois policiais feridos no atentado foram nomeados Cavaleiros da Ordem Nacional do Mérito.

Sem ódio

Descrito como um policial "motivado pelo interesse público e pela proteção de todos, uma pessoa tolerante que acreditava que o diálogo e a moderação eram as melhores armas", Jugelé ainda era apaixonado por cinema e música. No dia do massacre à casa de espetáculos Bataclan, o policial estava de folga, mas se apresentou como voluntário no socorro às vítimas. "Xavier nunca demonstrou o menor sinal de ódio, apesar das circunstâncias", disse Cardiles. O viúvo encerrou sua homenagem pedindo aos franceses que "mantenham a dignidade e permaneçam vigilantes em defesa da paz".

Em fase final de mandato, o presidente François Hollande declarou que os policiais franceses são hoje "heróis do cotidiano e os defensores da democracia". Além de familiares do policial morto, dezenas de autoridades participaram da cerimônia. Estavam presentes os dois candidatos ao segundo turno da eleição presidencial, Emmanuel Macron e Marine Le Pen, três ex-primeiro-ministros, o ex-presidente Nicolas Sarkozy e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo.

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