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Imprensa

Marine Le Pen afirma que a ruptura política com seu pai, Jean-Marie Le Pen, é definitiva

Manifestantes usam máscara do presidente honorário do partido Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, com o penteado da filha, a líder da extrema-direita, Marine Le Pen.
Manifestantes usam máscara do presidente honorário do partido Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, com o penteado da filha, a líder da extrema-direita, Marine Le Pen. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Dia 1° de Maio, raros são os jornais que chegam às bancas, devido ao feriado do Dia do Trabalho. Mas as redações online continuam à toda potência na última semana de campanha eleitoral na França. Em destaque nesta segunda-feira (1°), a entrevista dos dois candidatos à presidência, Marine Le Pen e Emmanuel Macron, à televisão francesa, na noite de domingo (30).

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O jornal Libération destaca as declarações de Macron e Le Pen ao canal France 2, "um aperitivo do debate televisivo que colocará os rivais frente à frente na quarta-feira". A exatamente uma semana do domingo decisivo, o jornalista Laurent Delahousse foi aos escritórios de campanha de Macron e Le Pen para fazer a cada um deles quinze perguntas em quinze minutos.

"Não herdei nada. Fui eleita para a liderança de um partido político", declarou Le Pen, ao se manifestar contra o sistema, mas ao ser lembrada pelo entrevistador que ela também é herdeira de um sistema político, fundado pelo pai, o polêmico Jean-Marie Le Pen. Furiosa, Marine rebate: "Isso não me impediu de romper com ele. A ruptura política é definitiva. Eu optei por ela porque o futuro do país estava em jogo".

Perspicaz, Macron salientou que é justamente a herança de um partido que fere a imagem da candidata que se diz antissistema e, segundo ele, é essa sua diferença em relação à Le Pen. "Eu sou a emergência de uma novidade. Não me alimento da ineficácia do sistema, eu decidi mudá-lo, de forma rápida e eficaz", rebate, convencido de que os franceses querem mudanças verdadeiras e profundas.

Paisagem eleitoral

A matéria principal do site do Aujourd'hui en France/Le Parisien é a paisagem eleitoral da França. A versão online do diário se dedica a identificar quem são os eleitores dos dois finalistas da corrida presidencial, o centrista Emmanuel Macron e a líder da extrema-direita, Marine Le Pen.

Le Parisien destaca que Macron é o preferido nas grandes cidades francesas, onde, escreve o diário, "a presença conjugada da burguesia e da população imigrante tenta barrar a progressão da Frente Nacional", o partido de Marine Le Pen. Em Paris, por exemplo, ela não obteve nem mesmo 5% dos votos, um resultado inferior à eleição presidencial de 2012.

Mas a líder da extrema-direita é campeã de votos em cidades com menos de 5 mil habitantes. De acordo com um analista político entrevistado por Le Parisien, "a Frente Nacional se apropriou, há décadas, de zonas desindustrializadas e do sentimento de abandono que atinge a classe média".

Esquerda francesa e britânica em ruínas

Já a edição online do jornal Le Monde destaca a visão dos britânicos das eleições francesas, à margem do Brexit. Para a imprensa do Reino Unido, a chegada de Marine Le Pen ao segundo turno da eleição mostra que não apenas a esquerda britânica está em ruinas.

Entrevistado pelo jornal, o repórter inglês Jeremy Harding classifica o atual modelo social francês como "generoso", mas "sem fôlego", e que reforça a emergência de populistas como Le Pen ou Nigel Farage, ex-membro do partido eurocético Ukip, um dos líderes do Brexit.

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