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França/Repercussão

Rússia destoa de líderes mundiais satisfeitos com vitória de Macron

Emmanuel Macron cercado pela família na esplanada do Museu do Louvre.
Emmanuel Macron cercado pela família na esplanada do Museu do Louvre. ©Pierre René-Worms

De Brasília a Pequim, líderes do mundo inteiro reagiram com satisfação à eleição de Emmanuel Macron à presidência francesa. Pelo Twitter, o presidente Michel Temer parabenizou Macron pela vitória. O americano Donald Trump reconheceu uma "ampla vitória" do centrista contra a adversária da extrema-direita, Marine Le Pen. Na contramão do mundo, a Rússia considera que a "decepção vai se instalar rapidamente".

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O presidente americano, Donald Trump, destacou o resultado amplo e disse estar "impaciente para trabalhar com o novo presidente francês". A democrata Hillary Clinton também se manifestou, dizendo que a derrota da extrema-direita foi "uma vitória de Macron, da França, da União Europeia e do mundo". O reverendo Jesse Jackson, respeitado ativista americano pelos direitos civis, parabenizou o povo francês. "Vocês votaram pela união contra a divisão, pela esperança mais do que pelo medo", afirmou Jackson.   

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, que forma com Macron uma nova geração de líderes jovens, manifestou o desejo de trabalhar com o francês na "implementação de uma agenda progressista para promover a segurança internacional e criar empregos para a classe média dos dois lados do Atlântico".

Na Colômbia, o presidente Juan Manuel Santos disse estar "emocionado". Pelo Twitter, ele felicitou Macron pelo “triunfo” e espera fortalecer a relação de “amizade e cooperação em paz, educação e comércio” com a França.

O premiê japonês, Shinzo Abe, evocou uma "vitória simbólica contra as tendências de isolamento e protecionismo, além de um voto de confiança na Europa".

O presidente chinês, Xi Jinping, garantiu que "Paris e Pequim compartilham uma responsabilidade importante em defesa da paz e do desenvolvimento no mundo".

Alívio na Europa

"Os franceses escolheram um futuro europeu", saudou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

A chanceler alemã, Angela Merkel, parabenizou Macron por telefone ontem à noite e disse que se alegra em trabalhar com o futuro presidente para aprofundar os laços entre os dois países. O porta-voz do goverrno alemão disse que essa "é uma vitória para uma Europa forte e unida e para a amizade franco-alemã", enfatizando que os eleitores franceses tomaram uma decisão clara pela Europa. O ministro das Relações Exteriores, o social-democrata Sigmar Gabriel, disse que os franceses optaram pelo otimismo e contra o cinismo e o ódio. A primeira viagem de Macron ao exterior será uma visita a Berlim, provavelmente depois de saudar as tropas francesas.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, "felicita sinceramente" Emmanuel Macron, declarou um porta-voz, enquanto o prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou no Twitter que "os franceses optaram pela esperança acima do medo, pela unidade acima da divisão”.

Ainda na União Europeia, representantes da Itália, Grécia, Bélgica, Dinamarca, Espanha e Portugal parabenizaram Macron pela vitória.

O tom dissonante veio da Rússia. O presidente da comissão de informação da Câmara dos Deputados, Alexei Pouchkov, disse que a "decepção vai se instalar rapidamente, porque Macron herda um país dividido".

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