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França

Prefeitas de Paris e Lille lançam novo movimento político na França

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, é uma das idealizadoras do novo movimento político.
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, é uma das idealizadoras do novo movimento político. AFP PHOTO / JACQUES DEMARTHON

As prefeitas socialistas de Paris e Lille, Anne Hidalgo e Martine Aubry, se uniram com a ex-ministra da Justiça da França, Christiane Taubira, para criar um novo movimento político. Batizado “Dès demain” (Desde amanhã, em tradução livre), a iniciativa se diz “aberta a todos os humanistas que ainda acreditam na ação”.

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Após a eleição de Emmanuel Macron à presidência da República, as articulações políticas estão a todo o vapor. Enquanto os tradicionais partidos franceses enfrentam uma crise histórica, três nomes emblemáticos do panorama político do país decidiram se unir para a criação de um movimento comum. Em uma tribuna publicada pelo jornal Le Monde que chegou às bancas nesta quarta-feira (10), as três anunciaram a iniciativa, apresentada como “um grande movimento de inovação para uma democracia europeia, ecológica e social”.

“Não se trata de um partido, nem de uma corrente”, garantiu Anne Hidalgo. “É um espaço comum, nacional, europeu, internacional, de discussão e de promoção de soluções inventadas diariamente”, insistiu a prefeita, que também preside a rede internacional das cidades Cities 40 (C40), da qual São Paulo faz parte.

Hidalgo também explicou que a criação do movimento não tem nenhuma ligação com o Partido Socialista (PS). Porém, há quem diga que a iniciativa é uma tentativa de reestruturar a esquerda tradicional francesa, cujo candidato escolhido, Benoît Hamon, ficou em quinto lugar no primeiro turno da eleição presidencial, com menos de 7% dos votos. O presidenciável derrotado, aliás, também anunciou que pretende criar seu próprio movimento.

Artistas e intelectuais aderiram

Além das duas prefeitas, o movimento conta com a presença de Christiane Taubira, responsável pela lei que instaurou o casamento gay na França. O texto da ex-ministra da Justiça é visto como um dos poucos legados positivos do atual presidente François Hollande.

A tribuna de lançamento de “Dès demain” também contou com a assinatura de artistas e intelectuais, como o fotógrafo e militante ecologista Yann Arthus-Bertrand, a filósofa Dominique Méda, o cantor Jacques Higelin, ou ainda o humorista Christophe Alévêque. 

O anúncio é feito menos de uma semana após Emmanuel Macron ter sido eleito presidente do país sem nenhuma legenda, apoiado apenas por um movimento independente criado no ano passado.

 

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