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França/eleições

França: partido de Macron revela lista de candidatos às legislativas

O presidente eleito Emmanuel Macron precisa da maioria na assembleia para governar
O presidente eleito Emmanuel Macron precisa da maioria na assembleia para governar REUTERS/Eric Feferberg/Pool

O partido do presidente francês eleito, Emmanuel Macron, revela nesta quinta-feira (11) uma primeira lista de candidatos às eleições legislativas, que acontecem entre 11 e 18 de junho.

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O partido deve revelar apenas 450 dos 577 nomes, de acordo com o presidente da comissão do movimento “Em Marcha”, Jean-Paul Delevoye. Para governar, Macron precisa da maioria na Assembleia. Os senadores são escolhidos por voto indireto.

A cerimônia de posse entre o presidente francês François Hollande e Macron acontece neste domingo (14). Logo em seguida, ele deve anunciar o nome do premiê, que não terá dificuldades para ser aprovado pela atual Assembleia francesa. O número de candidaturas que chegaram à sede do partido depois da vitória de Macron complicou a escolha dos candidatos, que devem responder à ideia de renovação e pluralismo político defendida pelo partido.

O partido analisou mais de 15 mil candidaturas preenchidas em seu site, desde o dia 19 de janeiro. Só nas últimas 48 horas, 1600 pessoas enviaram seus currículos. O presidente eleito fez um apelo na época pedindo uma maior participação feminina. Seu objetivo é que 50% das vagas sejam atribuídas às mulheres.

Equação política

Membros de partidos tradicionais da esquerda e da direita já declararam o apoio a Macron, que deverá gerenciar essa equação política. A batalha das legislativas é, desta forma, essencial para o novo governo. O presidente eleito já deu sinais de que poderia privilegiar personalidades da direita. Algumas, inclusive, cotadas para o cargo de primeiro-ministro.

O Partido Socialista, que obteve apenas 6,36% dos votos nas eleições, luta para se reconstruir. Dois movimentos foram lançados simultaneamente nesta quarta-feira (10) e alguns militantes defendem uma linha mais liberal, como Macron. Entre eles, o ex-primeiro-ministro, Manuel Valls, que teve sua candidatura recusada pelo partido do presidente eleito. Para ele, “o Partido Socialista morreu”. A legenda, aliás, analisa sua expulsão.

 

 

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