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França/legislativas

Um terço dos deputados franceses não vai tentar reeleição nas legislativas

O ex-primeiro-ministro francês François Fillon
O ex-primeiro-ministro francês François Fillon Martin BUREAU / AFP

Um de cada três deputados franceses não será candidato nas eleições legislativas, que acontecem entre 11 e 18 de junho no país. Segundo um cálculo feito pelo jornal Le Monde, apenas 362 parlamentares tentarão uma reeleição, contra 472 em 2012. O motivo é a aplicação de uma lei de 2013 que impede o acúmulo de mandatos.

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As legislativas refletem o resultado da eleição presidencial na França, com a vitória do presidente Emmanuel Macron, do movimento Em Marcha, centrista que não representa nem a direita nem a esquerda. Essa revolução na cena política francesa deve continuar na Assembleia Nacional. Cerca de um terço dos parlamentares do Partido Socialista e do Partido Os Republicanos, de direita, renunciaram a um novo mandato.

Entre os deputados que não participação da campanha está o presidente da Assembleia Nacional e deputado desde 1981, Claude Bartolone, ou ainda os ex-ministros Bruno Le Roux, Marylise Lebranchu ou Alain Vidalies. Muitos deles preferiram manter outros cargos como o de prefeito ou presidente de uma região (similar aos estados na França), o que agora é incompatível com a função. A estimativa é que 206 novos deputados tomem posse na Assembleia Nacional, contra 143 em 2007 e 234 em 2012.

Outros veteranos também devem deixar o palácio de Bourbon, situado no 7° distrito parisiense. O membro do Partido Comunista Alain Bocquet, 71 anos, encerra a carreira depois de nove mandatos consecutivos, mas se manterá prefeito de Saint-Amand-Les Eaux. Outra tendência é o aumento da representatividade feminina. Atualmente, a casa conta com apenas 26,8% de mulheres.

De pai para filho e de mãe para filha

O candidato à eleição presidencial do partido Os Republicanos, François Fillon ex-primeiro-ministro acusado de criar empregos fantasmas para mulher e fillhos, e deputado desde 1981 também não disputará as eleições. Em certos casos, a eleição passa de pai para fiho.

O deputado de direita da região de Oise, no norte do país, Jean-François Mancel, cede seu lugar para o filho Alexis, que concorrerá pela sua circunscrição. Já a socialista Marie-Line Reynaud, do partido Socialista, deixa a Assembleia na esperança de ser substituída pela filha, Mariane, da circunscrição de Charente, no oeste da França

 

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