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Corrupção

França investiga corrupção na venda de submarinos ao Brasil

Presidente Dilma Rousseff inaugurando a primeira unidade do país para a construção de submarinos nucleares, em Itajaí.
Presidente Dilma Rousseff inaugurando a primeira unidade do país para a construção de submarinos nucleares, em Itajaí. Roberto Stuckert Filho/PR

A Justiça francesa está investigando as suspeitas de que propina haveria sido paga no contrato de venda de submarinos ao Brasil por € 6,7 bilhões de Euros, revelou neste sábado (20) o jornal Le Parisien.

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A Promotoria Financeira Nacional (PFN) abriu em outubro passado uma investigação preliminar por “corrupção de agente público estrangeiro” na assinatura de um contrato de 23 de dezembro de 2008, quando o então presidente Nicolas Sarkozy visitou o presidente Lula no Brasil.

Uma fonte próxima ao processo informou à agência AFP que, de fato, uma investigação está sendo realizada sobre a encomenda de submarinos franceses feita pelo governo brasileiro. Contatada pela AFP, a Procuradoria, no entanto, não confirmou, nem negou as informações reveladas pelo Le Parisien.

Entre outros contratos, o Brasil encomendou quatro submarinos de ataque do modelo Scorpène, fabricados pelo estaleiro francês DCNS, incluindo no acordo a transferência de tecnologia.

Os submarinos estão agora sendo construídos no Brasil, com serviços prestados pela construtora Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato.

Polícia Federal brasileira já estava na pista

Em 2015, o jornal Folha de S. Paulo já havia revelado que a Polícia Federal estava investigando supostas irregularidades no programa de submarinos da Marinha brasileira, realizado em parceria com a França, com o objetivo de construir um modelo de propulsão nuclear.

As suspeitas surgiram durante a investigação Lava Jato e envolvem a empreiteira Odebrecht, maior parceira nacional do projeto, responsável pelas obras do estaleiro e da base naval em Itaguaí (RJ).

A empresa brasileira foi subcontratada, sem licitação, pelo estaleiro francês DCNS, que tem um longo currículo de acusações de pagamentos de propina em negócios com os mesmos submarinos na Índia e na Malásia.
 

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