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Franceses do estrangeiro e territórios ultramarinos começam a votar no 2° turno das legislativas

Seção eleitoral francesa no primeiro turno da eleição legislativa, realizado em 11 de junho de 2017.
Seção eleitoral francesa no primeiro turno da eleição legislativa, realizado em 11 de junho de 2017. AFP/ LOIC VENANCE

O segundo turno das eleições legislativas francesas começou neste sábado (17) nos territórios ultramarinos, como Antilhas, Guiana, São Pedro e Miquelão e Polinésia Francesa. Os franceses que moram em países no continente americano também votam hoje. Mas a maioria dos 47 milhões de eleitores vão às urnas no domingo (18). A participação é a grande incógnita dessa votação que deve, sem surpresa, confirmar a vitória esmagadora do partido A República em Marcha (LREM) do presidente Emmanuel Macron. No primeiro turno, há uma semana, a taxa de abstenção atingiu um nível histórico, 51,3%.

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Após o sucesso registrado em 11 de junho dos candidatos do LREM, o presidente francês espera que a confirmação da vitória neste domingo permitirá a implementação, sem entraves, de suas promessas de campanha. Macron propõe flexibilizar o Código do Trabalho, moralizar a vida política e adotar um projeto de lei antiterrorista. Essa nova legislação permitiria o fim do Estado de Emergência em que vive a França, desde os atentados de novembro de 2015 em Paris.

As pesquisas indicam que o partido LREM e seu aliado centrista MoDem obteriam uma maioria esmagadora na Assembleia francesa. Eles podem eleger entre 400 a 470 deputados, conquistando a maior bancada registrada desde a implantação da 5ª República francesa, em 1958. A Assembleia Nacional francesa é composta por 577 deputados.

O jovem movimento de Emmanuel Macron, criado há apenas um ano, venceu com folga o primeiro turno das legislativas com 32,2% dos votos. Os conservadores do partido Os Republicanos (LR) ficaram em segundo, com 21,5%, seguidos pela esquerda radical de A França Insubmissa (13,7%), pela Frente Nacional, de extrema-direita (13,2%), e pelo Partido Socialista (9,5%).

Renovação inédita

A renovação da Assembleia Nacional francesa será inédita. O partido LREM propôs centenas de candidatos novatos em política, que nunca tinham sido eleitos antes, e muitos estão em posição de favoritos neste segundo turno. A eleição legislativa na França é majoritária. Apenas quatro deputados foram eleitos já no primeiro turno, e neste domingo os eleitores de 573 distritos voltam às urnas. Estão na disputa 1.146 candidatos, sendo 40% de mulheres.

As autoridades temem uma taxa de abstenção ainda maior do que no primeiro turno. Segundo pesquisas, entre 53% a 54% dos eleitores poderiam não votar neste domingo, levando o primeiro-ministro Edouard Philippe a fazer campanha pela participação do eleitorado. "Votem! Ninguém pode se contentar de uma abstenção", lançou o premiê. Na França, o voto não é obrigatório.

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