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França

Saiba por que as eleições legislativas da França têm um segundo turno

Franceses vão às urnas neste domingo para escolher os deputados do país.
Franceses vão às urnas neste domingo para escolher os deputados do país. REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Mais de 47 milhões de eleitores foram convocados às urnas neste domingo (18) para eleger o novo Parlamento francês. A particularidade do país é que o pleito, que renova os 577 deputados da Assembleia Nacional, acontece tradicionalmente em dois turnos.

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Ao todo, quase oito mil políticos, de todos os partidos, estavam na disputa em 2017. No entanto, a lei francesa estipula que para vencer no primeiro turno, um candidato tem que conquistar mais de 50% dos votos. Caso contrário, um segundo turno é realizado com todos os candidatos que obtiverem apoio de mais de 12,5% dos eleitores inscritos. Por essa razão, aliás, em alguns distritos o segundo turno é disputado entre três candidatos.

Outra característica do sistema francês é que, ao contrário do Brasil, onde os deputados são eleitos proporcionalmente e em lista aberta, na França a votação é majoritária. Isso significa que apenas um candidato de cada um dos 577 distritos é eleito.

Além disso, o sistema político francês é uma mistura entre presidencialismo e parlamentarismo. O chefe do governo é indicado pelo presidente, mas precisa ser aprovado pelo Parlamento.

A eleição majoritária para deputado existe na França desde a fundação da 5ª República, em 1958. Historicamente, o sistema favoreceu os grandes partidos, principalmente o Partido Socialista (PS) e o da direita conservadora, atualmente Os Republicanos (LR), que dominaram a vida política francesa nos últimos 60 anos. Normalmente, apenas os representantes destas siglas conseguiam ou se eleger já no primeiro turno ou avançar ao segundo.

Sistema majoritário beneficiava grandes partidos

Este ano, apenas quatro candidatos foram eleitos já no primeiro turno, dia 11 de junho. Dois deles são do partido A República em Marcha (LREM), do presidente Emmanuel Macron.

Mas dessa vez o contexto político mudou, pois o primeiro turno terminou com 32% dos votos para o LREM, partido criado oficialmente há apenas um ano. Os tradicionais LR e PS conquistaram, respectivamente, 21% e 7% dos votos.

A eleição é apenas para a Assembleia. Os senadores franceses são eleitos pelo voto indireto e a votação acontece em setembro.

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