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França

Manifestantes protestam contra reforma do Código do Trabalho na França

O lîder da França insubmissa, Jean-Luc Mélenchon
O lîder da França insubmissa, Jean-Luc Mélenchon BORIS HORVAT / AFP

Um dia após a aprovação pelo Senado brasileiro da reforma trabalhista no Brasil, militantes franceses voltam a se reunir para se opor à tentativa de reforma na França. Mais de mil militantes do partido França insubmissa protestaram nesta quarta-feira (12) em diferentes cidades do país contra o texto apresentado pelo governo Macron.

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"Eu os convoco a uma forma de rebelião moral contra este golpe social", disse Jean-Luc Mélenchon, deputado, ex-candidato à presidência e líder do movimento, a centenas de ativistas que se reuniram na praça da République, no centro em Paris. A multidão respondeu-lhe entoando "Résistance" (Resistência).

"A ordem social pública será totalmente revertida", previu o deputado da esquerda radical. "O texto do governo quer permitir que o acordo do trabalhador com a empresa seja pior do que a lei", afirmou. "Entre o fraco e o forte, entre os ricos e os pobres, é a liberdade (de negociação) que oprime e a lei que protege", acrescentou.

Mélenchon também protestou contra o desejo do governo de estabelecer uma escala de benefícios sociais em caso de demissão sem justa causa. "Desde quando nós devemos tranquilizar os criminosos para impedir o crime?", perguntou.

Entre as pessoas que se reuniram em torno do candidato, havia militantes da CGT, muitos dos quais falaram ao público, ao lado dos outros deputados da esquerda radical.

Em outras cidades, entre 300 e 1.000 pessoas se reuniram em Toulouse (dados da Polícia e dos organizadores), 300 em Montpellier (Polícia), 200 em Lille.

Em Marselha, terra escolhida por Mélenchon para sua candidatura a deputado, a manifestação, liderada pela sua vice, Sophie Camard, era escassa, segundo reportagem da AFP.

"Com o projeto de lei agendado, a ‘uberização’ da sociedade vai se acelerar, vamos generalizar a precariedade" denunciou, em Lille, Emmanuel Kimpo, um desempregado de 50 anos. "O problema não é o código de trabalho, é a economia", lia-se em um cartaz na mesma cidade.

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