Acessar o conteúdo principal

Macron media crise na Líbia e recebe rivais em Paris

O chefe do exército nacional da Líbia, Khalifa Haftar (esq.)e o primeiro-ministro da FDA, Fayez al-Sarraj, participam de encontro em Paris
O chefe do exército nacional da Líbia, Khalifa Haftar (esq.)e o primeiro-ministro da FDA, Fayez al-Sarraj, participam de encontro em Paris FETHI BELAID, KHALIL MAZRAAWI / AFP

O presidente francês, Emmanuel Macron, recebe nesta terça-feira (25) os líderes de duas facções rivais na Líbia, o marechal Khalifa Haftar, que controla o leste do país, e o primeiro-ministro do governo em Trípoli, Fayez el-Sarraj, em busca de uma saída para a crise.

Publicidade

Este será o segundo encontro entre Sarraj e Haftar em três meses, após a conversa em Abu Dhabi, em maio deste ano. A presidência francesa admitiu que não espera uma solução final ao conflito, mas buscará uma declaração conjunta para definir os princípios de uma saída da crise.

Fayez el-Sarraj, líder do frágil Governo de União Nacional (GNA), que conta com o reconhecimento da comunidade internacional, e o marechal Khalifa Haftar, que contesta sua legitimidade e acumula vitórias militares no terreno, devem chegar na parte da tarde ao castelo de Celle-Saint-Cloud, propriedade do Ministério francês das Relações Exteriores.

Os dois rivais serão recebidos individualmente por Macron, antes de uma reunião tripartite na presença do novo emissário da ONU para a Líbia, Ghassan Salame, que assume suas funções esta semana.

Rivalidade e caos

A rivalidade política e os combates entre as milícias rivais impediram a Líbia de se recuperar do caos vivido no país desde a rebelião de 2011, que derrubou o ditador Muammar Kadhafi, que acabou sendo assassinado pela população em revolta.

O Governo de Unidade Nacional de Sarraj teve dificuldade para impor sua autoridade, desde que começou seu trabalho em Trípoli, em março de 2016. A administração rival de Haftar, com sede no leste do país, não reconhece o governo de Sarraj.

Os serviços de Inteligência ocidentais temem que os extremistas do Estado Islâmico se aproveitem do caos para criar redutos na Líbia, à medida que estão sendo expulsos do Iraque e da Síria.

A Líbia também se tornou o ponto de partida de milhares de migrantes africanos que querem chegar à União Europeia  viajando pelo mar até a Itália, em embarcações precárias.

O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, disse ao jornal francês Le Monde, em junho, que a Líbia é "prioridade" para o presidente Macron. Segundo fontes diplomáticas, a declaração que a França pretende fazer aprovar inclui o compromisso de rejeitar uma solução militar para a crise, assim como o reconhecimento da legitimidade política de Fayez al-Sarraj, e a militar, de Khalifa Haftar.

(AFP)

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.