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Um pulo em Paris

Políticos franceses não podem mais contratar familiares, mas primeira-dama ganha cargo oficial

Áudio 07:59
O presidente Emmanuel Macron com sua esposa Brigitte no Palácio do Eliseu
O presidente Emmanuel Macron com sua esposa Brigitte no Palácio do Eliseu REUTERS/Thibault Camus/Pool

Os deputados franceses aprovaram nesta quinta-feira (3) uma lei que proíbe a contratação de familiares pelos políticos do país. A medida fazia parte das promessas de campanha do presidente Emmanuel Macron. Porém, o chefe de Estado vem sendo criticado pelo fato de que sua mulher tem o um cargo oficial e uma equipe paga com dinheiro público.

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Macron construiu sua campanha se apresentando como um candidato diferente, nem de esquerda, nem de direita. E uma das provas dessa singularidade, segundo ele, seria um controle maior das regalias dadas à classe política. Batizado de “Moralização da vida política”, o projeto tem como objetivo vigiar a conduta moral dos representantes da população, inclusive dos gastos de dinheiro público feito de forma indevida.

A medida mais emblemática diz respeito ao direito de um político empregar um familiar, debate lançado após a denúncia de um suposto emprego fantasma ligado ao ex-premiê François Fillon. Mas a partir de agora, ministros, deputados, senadores e prefeitos não poderão mais contratar cônjuges (marido ou mulher), cunhados, filhos ou parceiro de Pacs (equivalente a uma união civil estável na França). A pena para quem desobedecer a nova lei será de € 45 mil (mais de R$ 160 mil), além do risco de uma pena de até 3 anos de prisão.

Diante desse contexto, alguns membros da oposição se questionam sobre a situação de um parente de político que nem sempre é lembrado: a primeira-dama. Afinal, mesmo se a esposa do chefe de Estado não tem cargo na França, Macron havia prometido oficializar a situação de sua mulher, Brigitte Macron.

A promessa, aliás, foi cumprida e a primeira-dama ganhou um cargo oficial, com escritório no Palácio do Eliseu, a sede da presidência, e uma equipe de três assessores, além de dois seguranças. Ela já avisou que vai se engajar em causas ligadas à educação, cultura e ajuda aos deficientes físicos. E diante das críticas daqueles que acusaram Macron de incoerência, ao “contratar” a mulher em um momento em que corta as regalias dos políticos, o presidente já avisou que Brigitte Macron tem uma função diplomática, um orçamento para essa função, mas não recebe nenhum salário para exercer o cargo.

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