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Função de primeira-dama é oficializada na França, em meio à polêmica

Foto de arquivo mostra o presidente francês Emmanuel Macron e sua mulher, Brigitte, no Palácio do Eliseu, em 14 de maio de 2017.
Foto de arquivo mostra o presidente francês Emmanuel Macron e sua mulher, Brigitte, no Palácio do Eliseu, em 14 de maio de 2017. EUTERS/Philippe Wojazer/File Photo

Brigitte Macron, mulher do presidente francês, foi oficializada no cargo de primeira-dama nesta segunda-feira (21) pelo Palácio do Eliseu. A função, que não existia na França, foi criada por meio de uma "carta sobre o estatuto da esposa do chefe de Estado", publicada no site da presidência francesa.

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O cargo de primeira-dama não é remunerado nem dotado de um orçamento específico, afirma o comunicado de imprensa do Palácio do Eliseu. "Este não é um estatuto legal, mas um compromisso, que só é válido para Brigitte Macron e durante o mandato de Emmanuel Macron", declarou a comitiva da esposa do chefe de Estado.

É a primeira vez na história da Quinta República (em vigor na França desde 1958, quando a quinta e última Constituição foi instaurada no país) que um texto estabelece o papel e as funções da primeira-dama, que até então eram informais e opacos.

A carta responde em parte à promessa de campanha de Emmanuel Macron para acabar com a "hipocrisia francesa”, criando um “estatuto” legal para o cônjuge do presidente.

Eliseu evita o termo “primeira-dama”

O texto do comunicado do Eliseu, que não usa o termo "primeira-dama", detalha o "papel público e as missões do cônjuge do Presidente da República": assegurar a representação da França ao lado do chefe de Estado, responder aos muitos pedidos dos franceses recebidos por correio ou por telefone, apoiar o patrocínio das instituições de caridade, ou de caráter cultural ou social, entre outras.

"O Presidente da República também pode confiar à sua esposa missões especiais" e essas missões serão tornadas públicas no site da presidência, afirma o documento. Pela primeira vez desde que foi criado, o site elysee.fr publica nesta segunda-feira (21) uma agenda de "ações e deslocamentos" da primeira-dama Brigitte Macron, que detalha seu cronograma oficial desde 14 de maio, data da sua entrada no Palácio do Eliseu, ao lado do presidente mais jovem da história da França.

Abaixo-assinado contra nova função reuniu mais de 300 mil assinaturas

Para realizar suas missões, Brigitte Macron tem dois conselheiros e um secretariado. "Não tem custos de representação, nem orçamento próprio", diz a carta. Uma petição foi lançada recentemente na França contra qualquer forma de estatuto oficial para Brigitte Macron e já reuniu mais de 316 mil assinaturas, em algumas semanas. A principal crítica do abaixo-assinado contra a função de primeira-dama era que ela poderia "obter um orçamento de fundos públicos" em um momento de severas restrições sobre os gastos do Estado francês.

Em uma entrevista recente para a edição francesa da revista feminina Elle, Brigitte Macron afirmou que desejava assumir seu "papel público" com total transparência. A ex-professora também mencionou nesta entrevista o casal atípico e fusional que ela forma com seu marido, 24 anos mais jovem.

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