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França/ataque

Autor de ataque em Marselha tinha sete identidades diferentes

Polícia vigia entrada da estação de trem em Marselha depois do ataque de domingo
Polícia vigia entrada da estação de trem em Marselha depois do ataque de domingo BERTRAND LANGLOIS / AFP

O homem que matou duas mulheres com uma faca no último domingo (1) em Marselha, antes de ser abatido por militares franceses, não era fichado por terrorismo, mas tinha sete identidades diferentes.

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A informação foi dada nesta segunda-feira (2) pelo procurador de Paris, François Moulin, durante uma coletiva de imprensa.

O ataque, que aconteceu por volta das 14h na estação Saint-Charles, foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico e deixou duas mulheres de 20 anos mortas. As duas eram primas e estudavam Medicina e Enfermagem.

Sentado em um banco, o autor do suposto atentado se levantou e gritou “Alá é grande” antes de esfaquear as duas vítimas e ser morto em seguida por militares presentes no local.

Na sexta-feira (30), em Lyon, o autor do ataque foi preso por furto e detido para interrogatório, deixando a delegacia no dia seguinte. Ele disse à polícia que era sem-teto, vivia em Lyon, era divorciado e consumia drogas pesadas. O homem tinha um passaporte tunisiano no nome de Ahmed H e vivia ilegalmente na França.

A polícia ainda investiga a autenticidade do documento, já que, desde 2005, o autor do ataque foi detido sete vezes, e em cada uma delas usava uma identidade diferente – todas desconhecidas da polícia antiterrorista.

Segundo o procurador francês, o caso está sendo considerado como um ataque terrorista, principalmente porque os militares da operação Sentinela, instalados na França depois dos atentados de novembro de 2015, estavam sendo visados pelo autor do ataque no momento da agressão.

O novo atentado acontece dois dias antes do voto na Assembleia Nacional de um polêmico projeto de lei contra o terrorismo, que visa incluir no Código Penal medidas adotadas em situações de emergência.

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