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Sem-teto protestam e pedem criação de mais abrigos em Paris

Faixa da associação DAL na praça da República em Paris, em 2015
Faixa da associação DAL na praça da República em Paris, em 2015 AFP PHOTO / LIONEL BONAVENTURE

A associação Droit au Logement (“Direito à habitação”, em francês) organizou um protesto nessa segunda-feira de Natal (25) em Paris com o intuito de lembrar ao presidente francês Emmanuel Macron sua promessa de que “até o fim do ano não haveria mais ninguém nas ruas”.

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Cerca de cem pessoas, incluindo várias crianças, se reuniram para dançar e comer, em meio aos protestos. Os manifestantes seguravam cartazes com a citação de Macron e notas de 5 euros, que faziam referência à recente redução de mesmo valor sofrida pela Aide Personaliséé au Logement (“Ajuda Personalizada à Habitação”), programa social que o governo oferece a certos residentes.

“Há cada vez mais pessoas sem abrigo, enquanto temos vários apartamentos vagos”, declarou Jean-Baptiste Eyraud, porta-voz da associação. “Os políticos nos falam de benevolência, mas não param de cortar os programas sociais para beneficiar os mais ricos”.

Situação precária

Fatoumara Konte, jovem de 27 anos da Costa do Marfim, afirma viver de pensão em pensão há cinco anos, com um filho de dois meses e uma filha de três anos.

“Desde 2011 eu venho mudando de pensão, às vezes fico três meses, às vezes dois dias”, conta. “Geralmente são sujas, com pulgas e ratos que vêm comer a comida das crianças, mas não tenho escolha: se quero ter um lugar para dormir, devo aceitar esses sofrimentos”.

“Fui acolhido por amigos, mas já somos seis pessoas em 30 metros quadrados”, conta Karim, cabeleireiro de 54 anos.

Durante um discurso na cidade de Orléans, em julho, Emmanuel Macron disse que queria “dar um lar a todos. Quero ver abrigos de emergência em todo lugar. Não quero mais ver mulheres e homens nas ruas”.

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