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França, Apple, Obsolescência programada

Grupo francês pressiona Apple após escândalo de iPhones lentos

Grupo francês apresenta queixa contra a Apple após escândalo de iPhones lentos.
Grupo francês apresenta queixa contra a Apple após escândalo de iPhones lentos. REUTERS/Kevin Coombs/File Photo

A gigante da tecnologia Apple e a companhia japonesa Epson estão enfrentando crescente pressão na França, por conta da obsolescência programada, ou seja, fazer produtos que duram menos para que o consumidor seja obrigado a substituí-los.

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Nesta quinta-feira (28), a associação "Pare a Obsolescência Programada", ou HOP na sigla em francês, apresentou uma queixa contra a Apple. Isso, depois que a empresa admitiu que deixa iphones antigos mais lentos deliberadamente para resolver o problema das baterias que se deterioram com o passar do tempo.

Em uma declaração, a HOP acusou a Apple de usar a obsolescência programada dos aparelhos para aumentar as vendas dos novos telefones, uma prática que considera anti-ética.

Primeiro caso da Lei Hamon

Para evitar o problema, a França aprovou em 2015 a chamada "Lei Hamon", que estipula que uma companhia que diminua a vida útil de aparelhos deliberadamente pode ser multada em até 5% de suas vendas anuais. A lei também prevê que executivos podem passar até dois anos na prisão.

Em setembro, a HOP apresentou queixa contra os fabricantes de impressoras Canon, HP, Brother, e Epson, alegando que os produtos levavam os consumidores a trocar os cartuchos de tinta de suas impressoras antes deles estarem vazios.

O grupo obteve vitória nesta quinta-feira (28), quando promotores começaram a investigar a Epson.

Se evidências suficientes forem encontradas, esse poderia ser o primeiro caso de obsolescência programada a ser processado. No entanto, advogados dizem que essa é uma acusação difícil de ser provada no tribunal.

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