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França/Facebook

Facebook faz mea culpa em censura de quadro de Delacroix

Facebook reconhece erro por censurar os seios nus da tela "A Liberdade guiando o povo". Museu do Louvre.
Facebook reconhece erro por censurar os seios nus da tela "A Liberdade guiando o povo". Museu do Louvre. PHILIPPE HUGUEN / AFP

Facebook admitiu neste domingo (18) ter cometido um erro ao censurar um anúncio publicitário que exibia a tela "A Liberdade guiando o povo", do francês Eugène Delacroix, em que uma mulher aparece com seios nus segurando a bandeira da França.

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A obra-prima do século 19 foi exibida em uma campanha online de uma peça apresentada em Paris. Ela foi censurada pela rede social esta semana, informou o diretor da peça, Jocelyn Fiorina. "Quinze minutos depois do lançamento da publicidade, o Facebook bloqueou nossa divulgação assegurando que não se podia publicar uma imagem de nudez", explicou Fiorina, diretor de "Tiros na rua Saint-Roch", que estreou na capital francesa.

Após essa resposta, Fiorina publicou um novo anúncio com o mesmo quadro, acrescentando uma faixa com a mensagem "censurado pelo Facebook" cobrindo os seios da mulher. A segunda imagem não foi censurada. O diretor contou que em junho tentou utilizar duas vezes o célebre quadro - que esteve durante anos nas notas de 100 francos - para promover, sem sucesso, a peça na rede social.

"Naquele momento contatei os moderadores, que se mostraram inflexíveis e asseguraram que, mesmo em um quadro do século 19, a nudez não era aceitável", lembra. Mas neste domingo, a gigante americana das mídias sociais mudou de opinião e se desculpou "por seu erro".

Verificação de posts pode induzir a erros, diz executiva

"A obra 'Liberdade guiando o povo' certamente tem lugar no Facebook. Informamos imediatamente ao usuário que sua publicidade patrocinada está aprovada de agora em diante", reagiu a gerente do Facebook em Paris, Elodie Larcis, em um comunicado."A fim de proteger a integridade do nosso serviço, nós verificamos milhões de imagens de publicidade por semana e, às vezes, cometemos erros", explicou. Com mais de 2 bilhões de usuários no mundo, o Facebook frequentemente é criticado pelo conteúdo que autoriza ou não.

(Com informações da AFP)

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