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França/terrorismo

"França sofreu ataque terrorista islâmico", diz Macron sobre ato no sul do país

O presidente francês, Emmanuel Macron, fala sobre o atentado no sul da França, ao lado do primeiro-ministro Edouard Philippe.
O presidente francês, Emmanuel Macron, fala sobre o atentado no sul da França, ao lado do primeiro-ministro Edouard Philippe. REUTERS/Philippe Wojazer/Pool

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou na tarde desta sexta-feira (23), em Paris, que a França foi alvo de um ataque terrorista islâmico, ao final de uma reunião de crise no ministério do Interior. A declaração foi feita após a ação da polícia que resultou na morte de Radouane Lakdim, autor de diversos ataques que deixaram três mortos e 16 feridos em duas cidades no sul do país.

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"Há vários anos pagamos com sangue o preço por saber a periculosidade da ameaça terrorista", disse Macron. O chefe de Estado também agradeceu aos policiais e militares franceses que atuam no estrangeiro para "reduzir o risco (terrorista)" no Iraque e na Síria e às forças de ordem dentro do país. Macron expressou sua "absoluta determinação" para combater o terrorismo.

O presidente também saudou o professionalismo das diversas unidades da polícia que atuaram na operação, além da coragem do militar que voluntariamente se ofereceu para ser trocado por um grupo de reféns. "Ele salvou vidas e honrou nosso país", disse em referência ao tenente-coronel Arnaud Beltrame, que foi baleado e ainda corre risco de morte. Ele foi atingido por tiros disparados pelo terrorista antes de ser abatido.

Segundo Macron, as investigações vão responder a inúmeras perguntas "importantes", como quando e como o marroquino Radouane Lakdim se radicalizou e onde ele encontrou a arma usada nos ataques. O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou o ato do homem de 26 anos, que afirmou durante ação ser um "soldado" da organização terrorista.

Vigilância reforçada

No início da tarde, quando ainda estava em Bruxelas, ao lado da chanceler Angela Merkel, com quem se reuniu na Cúpula da União Europeia, Macron havia alertado que a ameaça terrorista na França "continua elevada". 

Ele se referiu a um problema "endógeno" do terrorismo, que não seria mais praticado a partir de comandos na Síria, mas por indivíduos com distúrbios psiquiátricos, com ou sem desenvolvimento de sintomas patológicos.

Esses potenciais terroristas se radicalizaram sozinhos e estão sendo monitorados, destacou o chefe de Estado francês, que defendeu a série de medidas adotadas para aumentar a vigilância dos suspeitos e lutar contra o terrorismo. 

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