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Sarkozy/justiça

Ex-presidente Sarkozy vai ser julgado por tentar corromper juiz

Nicolas Sarkozy, fotografado no dia 21 de março de 2018, saindo de sua casa.
Nicolas Sarkozy, fotografado no dia 21 de março de 2018, saindo de sua casa. REUTERS/Benoit Tessier

Aumentam as complicações de Nicolas Sarkozy com a justiça. Na semana passada, o ex-presidente francês foi intimado a depor sobre a suspeita de ter recebido € 1 milhão do regime líbio de Muammar Khadafi para financiar sua campanha de 2007. Agora ele será julgado por tentar corromper um juiz para obter informações sobre um caso que o afetava.

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No site do jornal Le Monde nesta sexta-feira (30), o jornalista Fabrice Lhomme, especialista em assuntos legais, explica aos internautas que, se levado a julgamento, Sarkozy será tratado como qualquer cidadão, uma vez que a imunidade só se aplicaria se ele tivesse cometido os atos em questão durante seu mandato como presidente. Além disso, a imunidade termina assim que ele deixa o cargo.

De acordo com a promotoria, o advogado de Sarkozy, Thierry Herzog, tentou obter informações do agora ex-magistrado Gilbert Azibert sobre um caso relacionado ao financiamento de sua campanha eleitoral, oferecendo um cargo em troca.

Caso L'Oréal

Sarkozy é acusado junto a Herzog e Azibert num caso que remonta a 2014. Nessa investigação, Sarkozy é suspeito de ter aceitado pagamentos ilegais da herdeira da L'Oréal, Liliane Bettencourt, para financiar sua campanha eleitoral de 2007.

Embora em 2013 Sarkozy tenha sido absolvido da acusação de ter manipulado Bettencourt, de idade avançada, escutas telefônicas daquela época sugerem que Sarkozy conversou com Herzog sobre a possibilidade de propor um cargo para Azibert em Mônaco em troca de informações.

Grampos telefônicos

Sarkozy assegura que Azibert nunca foi nomeado para o cargo em questão e, por esta razão, não seria culpado. No entanto, os investigadores acreditam que, se o acordo fracassou foi porque o ex-presidente e seu advogado perceberam que seus telefones estavam grampeados.

Este novo caso se soma aos problemas judiciais de Sarkozy, que em 2016 fracassou em sua tentativa de retornar à política e perdeu as primárias do partido conservador.

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