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Um pulo em Paris

Paris inaugura primeiro centro de arte digital com exposição de pintores austríacos

Áudio 09:46
Sala da exposição do pintor austríaco Gustav Klimt no novo espaço de exposições parisience Atelier Les Lumières.
Sala da exposição do pintor austríaco Gustav Klimt no novo espaço de exposições parisience Atelier Les Lumières. DR

Paris acaba de inaugurar o primeiro museu de arte digital da cidade, um espaço futurista e inovador que está fazendo o maior sucesso entre os visitantes. O Atelier Les Lumières – As Luzes, em português – foi aberto no último sábado (13), no 11° distrito de Paris, não muito longe da praça da Bastilha. É um espaço de exposições único, em que as obras são projetadas nas paredes, no piso e no teto das salas, propondo ao visitante uma imersão na pintura do artista.

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Mesmo se não se trata de uma instalação em três dimensões, o visitante tem a sensação de entrar no quadro e ser totalmente envolvido pela obra, graças a tecnologias de projeção sofisticadas, que já foram testadas em fachadas de edifícios, geralmente em lugares abertos, e agora foram adaptadas para espaços menores e fechados. A inovação é principalmente técnica: são 120 videoprojetores e uma sonorização especial, instalados em 3.300 m2.

A exposição de abertura marca o centenário da morte do pintor austríaco Gustav Klimt (1862-1918), um dos artistas que mais bem retratou a figura feminina em toda a história da arte. Além de seus trabalhos, são projetadas obras de Egon Schiele (1890-1918) e Friedensreich Hundertwasser (1928-2000), influenciados por Klimt. Enquanto o visitante caminha entre as pinturas que cobrem cem anos da sociedade de Viena, apresentadas em projeções coloridíssimas e luminosas, ele ouve uma trilha sonora, com composições de Wagner, Beethoven, Chopin e Rachmaninoff, que intensificam a experiência visual.

O Atelier Les Lumières tem duas salas. A primeira delas, La Halle, de 1.500 m2, será consagrada aos trabalhos de grandes nomes da história da arte. A segunda, Le Studio, de 160 m2, apresentará a produção de novos artistas. O  empreendimento é pilotado pela empresa Culturespaces, pioneira no desenvolvimento de tecnologias digitais de valorização de monumentos, museus e centros culturais.

Diversificação de atores culturais

Nos últimos anos, o poder público tem investido em parcerias público-privadas para a manutenção e a reforma de monumentos franceses, além de ter criado incentivos para que grandes grupos investissem em locais de exposição, um importante vetor de atração do turismo para o país.

Só em Paris, entre outros empreendimentos, é incontestável o sucesso da Fundação Cartier de Arte Contemporânea, da famosa marca de jóias, aberta em 1984, e da Fundação Louis Vuitton, em 2014. Em março passado, o grupo proprietário da Galeries Lafayette, a maior loja de departamentos de Paris, abriu o espaço de exposições Lafayette Anticipations, no bairro do Marais.

Aos mais de 206 museus existentes na capital francesa, os turistas têm agora a opção de conhecer o primeiro centro de arte digital da cidade.

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