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EUA

Nos EUA, Macron quer convencer Trump a não abandonar acordo nuclear com Irã

Os presidentes Emmanuel Macron e Donald Trump posaram para fotos nesta segunda-feira (23), ao lado das primeiras-damas Melania Trump e Brigitte Macron.
Os presidentes Emmanuel Macron e Donald Trump posaram para fotos nesta segunda-feira (23), ao lado das primeiras-damas Melania Trump e Brigitte Macron. Ludovic MARIN / AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, se reúne nesta terça-feira (24) com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, com a missão de convencer o republicano a não abandonar o acordo nuclear com o Irã. O encontro acontece depois de um primeiro dia descontraído na visita do líder francês à capital americana.

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Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington

A agenda de Emmanuel Macron muda de tom nesta terça-feira, sendo marcada por pompa e questões extremamente relevantes não só para Paris e Washington, como também para o futuro das relações entre a União Europeia e os Estados Unidos, além da estabilização no Oriente Médio.

Apesar de todas as demonstrações de amizade até agora exibidas, os dois presidentes vão discutir assuntos que têm sido pontos de discórdia entre eles. A principal missão de Macron é convencer Trump a não abandonar o acordo nuclear com o Irã

O Irã advertiu no sábado (21) que retomaria o enriquecimento de urânio se Washington romper o acordo. Paris quer propor a Trump um compromisso complementar entre os países ocidentais, que responda às suas inquietações. Mas, até o momento, é uma incógnita se estas propostas serão suficientes para fazer o presidente americano mudar de opinião até 12 de maio, quando deve tomar uma decisão.

Macron também deve pedir que a União Europeia continue livre dos impostos sobre alumínio e aço, já que a isenção anunciada por Trump vale até 1° de maio. Além disso, o presidente francês quer que Washington se comprometa nos esforços para o fim da guerra na Síria e que os Estados Unidos voltem a participar do Acordo de Paris do Clima.

Se obtiver sucesso, o presidente francês pode conquistar o status de líder da União Europeia que, durante o governo de Barack Obama, era da chanceler alemã, Angela Merkel. 

Muita camaradagem e poucos compromissos políticos

No entanto, até o momento, Trump só ofereceu declarações vagas e camaradagem a Macron. Há pouca expectativa que os dois chefes de Estado façam importantes declarações de novos compromissos políticos durante a entrevista coletiva que concederão nesta terça-feira, depois de sua reunião a portas fechadas. 

Donald Trump não está poupando esforços para impressionar o presidente francês, que é recebido na Casa Branca na manhã desta terça-feira com banda de música e revista de tropas de cerca de 500 soldados, antes de fazer sua primeira reunião com o presidente americano no Salão Oval. 

Depois disso, Macron e a primeira-dama francesa, Brigitte, serão convidados de honra do primeiro jantar de estado oferecido pelo casal Trump. A primeira-dama americana, Melania Trump, se encarregou pessoalmente de todo os preparativos para o jantar, que apresentará pratos da culinária do sul dos Estados Unidos, conhecida por ter uma forte influência francesa. 

Amizade França e Estados Unidos

Na segunda-feira (23), depois de um passeio improvisado ao Lincoln Memorial, Macron plantou junto com Trump, no jardim da Casa Branca, uma muda de carvalho, seu presente ao presidente americano que simboliza a amizade entre a França e os EUA. A árvore veio de Belleau Woods, local de uma batalha da Primeira Guerra Mundial onde morreram nove mil soldados

Logo depois, um helicóptero levou Macron, a primeira-dama francesa, Trump e Melania para Mount Vernon, a residência histórica do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, situada às margens do rio Potomac, onde os dois casais jantaram. A Casa Branca fez questão de divulgar que Melania conversou com Brigitte em francês, pois é fluente na língua.
 

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