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Com cigarro mais caro, um milhão de franceses pararam de fumar em 2017

Um milhão de franceses pararam de fumar em 2017
Um milhão de franceses pararam de fumar em 2017 Pixabay

Um milhão de pessoas pararam de fumar na França em um ano: o número impressionante foi divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde. Em 2017, 26,9% dos adultos entre 17 e 75 anos fumavam todos os dias, contra 29,4% no ano anterior.

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Para o governo, a diminuição drástica é explicada pelo aumento do preço do maço de cigarro, que teria provocado a redução, pela primeira vez em 17 anos, do consumo entre a população de baixa renda. Entre os menos favorecidos, a queda foi de 4%; já entre os desempregados a diminuição foi de 6%.

Mas o uso de substitutos como o cigarro eletrônico e o reembolso em tratamentos contra a dependência da nicotina também influenciaram no abandono do vício. A partir desse mês na França, por exemplo, certas marcas de chiclete e de adesivos com nicotina passaram a ser inteiramente reembolsados pelo governo.

Após um aumento de 2005 a 2010, o número de fumantes no país tinha estagnado até 2017. “Esses resultados são encorajadores, eles marcam uma próxima etapa”, declarou a ministra da Saúde Agnès Buzyn. “Com o aumento da fiscalização, podemos esperar que os resultados continuem bons”.

200 mortes por dia

Agnès Buzyn aproveitou a ocasião para convidar os franceses a “continuar essa luta muito importante contra uma das maiores falhas da saúde pública. Na França, o cigarro mata 200 pessoas por dia. Sabemos que um em cada dois fumantes morrerá por causa de complicações ligadas ao tabaco”.

A ministra lembra que a França ainda tem muito o que conquistar nesse sentido. “Estava na Austrália há um mês e o maço lá custa € 27, é considerado um produto de luxo. E eles têm apenas 13% de fumantes”.

Menos fumantes na sociedade representa não somente um número de pessoas que abandonaram o hábito, mas também menos indivíduos que receberão estímulos para começar, sobretudo os mais jovens. “Entre os que menos fumam estão os estudantes, o que é encorajador”, revelou o diretor geral da Agência Nacional de Saúde Pública França, François Bourdillon.

A alternativa menos perigosa: o cigarro eletrônico

Uma tendência que não faz parte da política governamental, mas que influenciou na queda do número de fumantes, é o cigarro eletrônico, que virou moda entre os franceses. “Constatamos que o primeiro método de tratamento utilizado é o cigarro eletrônico”, afirma François Bourdillon.

De acordo com Saúde Pública França, o uso dos aparelhos eletrônicos permanece estável: 2,7% dos adultos na França utilizaram o produto em 2017, mesmo número que em 2016. Mas o governo não admite facilmente a ajuda do cigarro eletrônico na luta contra o vício. “Um dispositivo como esse, que não induz à abstinência completa, não é o que desejamos”, afirmou Agnès Buzyn.

No dia 31 de maio será celebrado o dia mundial sem cigarro. De acordo com a Organização da Saúde, o tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas por ano, incluindo cerca de 900.000 fumantes passivos.

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