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RFI Convida

Ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão destaca "crescimento chinês” do audiovisual brasileiro

Áudio 07:26
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, durante a abertura da exposição “Brasil Quadro a Quadro – 100 anos da animação brasileira” no Festival de Annecy, na França.
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, durante a abertura da exposição “Brasil Quadro a Quadro – 100 anos da animação brasileira” no Festival de Annecy, na França. M. Bechara

O ministro da Cultura, Sérgio Sérgio Sá Leitão, é o convidado desta terça-feira (12) do RFI Convida. Direto do Festival Internacional do Filme de Animação de Annecy, onde o Brasil é o país homenageado em 2018, ele falou sobre os novos investimentos para o setor do Audiovisual e dos projetos da pasta que comanda para setores como patrimônio e cultura popular.

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*Para ouvir a entrevista na íntegra, clique na imagem acima

“Temos uma nova política para o Audiovisual no Brasil”, anunciou o ministro Sérgio Sá Leitão. “Estamos em 2018 fazendo um investimento recorde no setor audiovisual brasileiro, com RS$ 1,3 bilhão para diversas linhas de investimento. A animação é um segmento que vive um momento excelente no Brasil e tem condições de crescer muito”, disse.

O ministro ressaltou o peso econômico das diferentes “indústrias criativas do Audiovisual”. “São vetores do desenvolvimento do nosso país. Este setor já responde por 2,64% do nosso produto interno bruto e corresponde a mais de um milhão de empregos, mais de 200 mil empresas com um crescimento médio anual nos últimos cinco anos de 9,1% ao ano, uma taxa de crescimento chinesa”, ressaltou, mesmo em período de “recessão econômica”, disse, referindo-se a 2015 e 2016.

Sobre o espaço para experimentação e a inovação artística, Sérgio Sá Leitão garantiu que se preocupa em promover um “equilíbrio” no “ecossistema complexo” do audiovisual. “Considero muito importante que haja investimento e espaço para a produção mais autoral, isso tem seu papel, assim como também a produção mais comercial. Nossa visão é que é necessário um equilíbrio entre estes diversos agentes para que o ecossistema possa se desenvolver plenamente”, pontuou. O principal “drive” de fomento continua sendo o Fundo Setorial do Audiovisual, afirmou o ministro.

Outros setores da cultura brasileira somados possuem praticamente o orçamento destinado ao segmento audiovisual

“No caso das demais manifestações e expressões artísticas que não o audiovisual, nosso principal instrumento de fomento é a Lei Federal de Incentivo à Cultura, que é a Lei Rouanet. Temos RS$ 1,4 bilhão para investir este ano em projetos culturais de todas as áreas”, detalhou, acrescentando que existem iniciativas “complementares”.

“O Prêmio de Culturas Populares é voltado para mestres, mestras, associações e entidades que mantêm vivas as tradições populares da cultura brasileira. Temos um investimento recorde para esse prêmio em 2018, de R$ 10 milhões”, disse. “Estamos para lançar um prêmio também para mostras, feiras e festas literárias, que promovem o acesso ao livro e à leitura, além de um prêmio destinado à modernização de museus. Além disso, estamos investindo este ano R$ 168 milhões na restauração do patrimônio histórico brasileiro”, completou.

“Tudo que é feito na cultura que não é apenas para prazer e deleite individual tem valor econômico”, ressaltou Sá Leitão. “O que caracteriza a cultura e a criatividade como atividades econômicas é justamente o duplo valor, o valor simbólico e o econômico”, frisou o ministro.

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