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França/Escândalo

Escândalo envolvendo colaborador de Macron suspende reforma constitucional na França

O presidente Emmanuel Macron de bicicleta acompanhado pelo segurança Alexandre Benalla, na cidade de Le Touquet, no norte da França, em junho de 2017..
O presidente Emmanuel Macron de bicicleta acompanhado pelo segurança Alexandre Benalla, na cidade de Le Touquet, no norte da França, em junho de 2017.. Philippe HUGUEN / AFP

O escândalo envolvendo o ex-segurança de Emmanuel Macron, filmado agredindo manifestantes, paralisa a Assembleia Nacional francesa. Os debates sobre a importante reforma da Constituição estavam interrompidos desde a quinta-feira (19), quando o caso foi revelado. Neste domingo (22), a ministra da Justiça, Nicole Belloubet, decidiu suspender temporariamente a votação do projeto.

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O escândalo provoca uma crise política sem precedentes desde a chegada de Emmanuel Macron ao poder, em maio de 2017. Ela é agravada pelo silêncio do presidente que até agora, não fez nenhum comentário sobre o caso.

Alexandre Benalla, funcionário do Palácio do Eliseu, segurança e próximo colaborador do presidente francês, foi filmado, vestido de policial, agredindo manifestantes no Primeiro de Maio. O governo francês é suspeito de ter acobertado seus atos. Somente quando o caso foi revelado pela imprensa, a presidência demitiu Benalla e informou a Justiça.

Colaborador deve ser indiciado

O ex-segurança e um outro funcionário do Partido a República em Marcha, Vincent Crase, também envolvido nas agressões, passaram dois dias detidos para averiguação e foram libertados na noite de sábado (21). Neste domingo, o Ministério Público de Paris abriu um inquérito contra eles por “violência em bando” e “ingerência no exercício de uma função pública”.

Três policiais, que forneceram a Benalla ilegalmente imagens de câmeras de segurança do local onde os manifestantes foram agredidos, também são visados pelo inquérito. Eles podem ser indiciados ainda neste domingo.

O homem e a mulher que foram agredidos por Benalla durante as manifestações do Primeiro de Maio, no 5° distrito de Paris, foram identificados ontem. Eles concordam em testemunhar, mas pediram para serem ouvidos pelos investigadores posteriormente.

Crise política

A cada dia novas revelações aumentam a polêmica. O ex-colaborador do Eliseu, de 26 anos, teria recebido, entre outras coisas, um apartamento de função no chique 7° distrito de Paris e possuía um crachá de acesso ilimitado à Assembleia Nacional. Segundo o Jornal de Domingo, Emmanuel Macron conversou pelo telefone com seu ex-colaborador depois da revelação do caso pelo Le Monde.

Os líderes da oposição exigem explicações ao presidente francês. O presidente do partido França Insubmissa, de extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon, chega a comprar o caso ao “Watergate”. Uma comissão de investigação foi aberta no Parlamento. O primeiro convocado é o ministro do Interior, Gérard Collomb, que deve responder às perguntas dos deputados na manhã de segunda-feira (23).

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