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Greve/Air France

Air France prepara nova greve para volta das férias na França caso salários não sejam renegociados

Sindicatos preparam nova greve na Air France.
Sindicatos preparam nova greve na Air France. REUTERS/Christian Hartmann/

O presidente do Sindicato Nacional dos Pilotos (SNPL), o maior sindicato de pilotos da Air France, prometeu neste domingo (12) uma "greve de quinze dias" se a nova direção da companhia aérea se recusar a retomar as negociações sobre os salários na volta das férias, em setembro.

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A Diretoria da companhia aérea Air France-KLM deve nomear um novo CEO até o final de agosto ou início de setembro para suceder a Jean-Marc Janaillac, que renunciou em maio após o fracasso de um referendo sobre salários.

A crise entre o pessoal da Air France e a administração já levou em 2018 a uma greve de 15 dias no primeiro semestre do ano, com prejuízos estimados em € 355 milhões.

Entrevistado em Paris, o presidente do SNPL, Philippe Evain, disse desejar que a nova administração retome as discussões. "Se a nova direção não pretende negociar, haverá quinze dias de greve", confirmou. O sindicato da Air France pede um aumento de 5,1% dos salários para os funcionários em 2018.

Um CEO norte-americano para a Air France?

O site econômico latribune.fr publicou na semana passada que o Conselho da Air France-KLM estaria negociando com um candidato norte-americano à direção da empresa, vindo do universo do transporte aéreo, sem ser muito conhecido.

Seria, de acordo com o jornal Le Monde, Benjamin Smith, o diretor de operações da Air Canada, que entrou na companhia aérea canadense em 2002 e se tornou membro do comitê executivo em 2007.

Philippe Evain diz que está "preocupado" com esta escolha. "Nós pensamos que a companhia precisa de um líder que conheça as especificidades do diálogo social francês, os detalhes do mercado aéreo da União Europeia e as forças envolvidas, entre empresas de baixo custo e as tradicionais".

Evain acredita que o mercado europeu é "muito diferente" do mercado canadense. "Se não conseguirmos encontrar um CEO francês para a Air France, acho uma pena. É uma questão de soberania ", acrescentou.

No entanto, a nomeação de um não-francês à frente da Air France-KLM não é mais um tabu, com o grupo se tornando cada vez mais globalizado após a entrada em seu capital há um ano da companhia aérea norte-americana Delta Air Lines e da China Eastern.

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