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Médicos estrangeiros protestam por estabilidade profissional em Paris

En France, les médecins intérimaires sont beaucoup mieux payés que leurs confrères salariés.
En France, les médecins intérimaires sont beaucoup mieux payés que leurs confrères salariés. Dirk Anschutz / Getty images

Diversos profissionais da saúde estrangeiros se manifestaram na quinta-feira (15), em Paris, contra uma modificação na lei de autorização da prática médica na França. Após a alteração feita pelo Conselho Constitucional, alguns trabalhadores com diplomas de fora da União Europeia serão proibidos de exercer a profissão a partir de 1° de janeiro de 2019, ao invés de 2020, um ano antes do previsto.

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O apelo foi feito pelo Sindicato Nacional de Profissionais da Saúde com Diploma de Fora da União Europeia e cerca de cem pessoas compareceram diante do ministério da Saúde para protestar contra a decisão do Conselho Constitucional. Entre eles: médicos, enfermeiros, acompanhantes, entre outros. “Queremos ser reconhecidos através de um status perene e acabar com essa precariedade que não tem fim”, diz um manifestante.

“É preciso acabar com essa hipocrisia e com a burocracia que não serve para nada. Tem pessoas que merecem ser valorizadas, que podem trabalhar e trazer muitas coisas a esse país”, disse outra profissional presente no protesto.

Médicos com diploma estrangeiro querem estabilidade profissional

A principal reivindicação dos manifestantes é uma estabilidade profissional e eles querem que a próxima lei da saúde, prevista para 2019, dê destaque a essa demanda. Em resposta à manifestação, uma delegação foi recebida no ministério da Saúde para uma hora de diálogo.

Após a conversa, o doutor Ould Zein, presidente do Sindicato que organizou o protesto, saiu do prédio com “boas notícias”. “Algumas mudanças começam na semana que vem e estamos no caminho certo. Vamos continuar fazendo pressão para que as coisas avancem”.

O futuro nas negociações com o governo parece tão promissor que uma greve, prevista pelo mesmo Sindicato para o fim do ano, foi suspensa. Mas isso vai depender de como as coisas continuam, prometeu Ould Zein.

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