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Matrícula de estrangeiros em faculdades da França sobe de € 200 para mais de € 2000

Universidade Sorbonne em Paris
Universidade Sorbonne em Paris paris-sorbonne.fr

O governo da França vai aumentar as taxas anuais de matrícula para estudantes estrangeiros. De acordo com o anúncio, feito nesta segunda-feira (19) pelo primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, a inscrição para a graduação custará € 2.770, enquanto a do mestrado e do doutorado será de € 3.770, um aumento de mais de 1.500% no custo do ensino superior.

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Atualmente, os valores anuais para graduação, mestrado e doutorado são de € 170, € 243 e € 380, respectivamente. O objetivo do aumento é financiar mais bolsas e isenções de matrícula – até então, os estrangeiros pagavam o mesmo que os estudantes franceses. A nova medida, chamada de “Bem-vindo à França”, deve começar a valer a partir de 2019 e só afetará alunos de fora da União Europeia.

Com o dinheiro, 14.000 bolsas serão criadas, visando jovens de países em desenvolvimento. Segundo o governo francês, um estudante internacional a cada quatro poderá se beneficiar de uma isenção de matrícula.

Édouard Philippe disse que essa foi uma escolha importante e que deverá permitir que a França “receba melhor os estudantes” escolhidos pelo país. “Vamos ficar abaixo dos € 8.000 a € 13.000 [de taxa de matrícula] dos nossos vizinhos holandeses e das milhares de libras da Grã-Bretanha e da maior parte dos países europeus, sem mencionar o continente norte-americano”, disse o primeiro-ministro.

As autoridades francesas também ressaltam que o baixo custo da escolaridade na França espantava diversos estudantes estrangeiros, que desconfiavam de uma má qualidade no ensino.

Criação de meio milhão de vagas

O governo francês também anunciou que pretende chegar ao número de 500.000 vagas para estudantes estrangeiros até 2027. Atualmente, a França acolhe cerca de 300.000 anualmente.

A França é o quarto país no mundo em número de estudantes estrangeiros e o primeiro entre os que não falam inglês. Entre 2010 e 2015, houve uma queda de 8% em número de inscrições. “Podemos fazer muito mais”, afirmou Édouard Philippe.

O governo pretende melhorar a política de obtenção dos vistos, assim como facilitar a burocracia universitária. O número de alunos em cursos de língua inglesa e francesa será duplicado nas universidades. Um fundo de € 10 milhões está previsto para 2019, assim como um investimento de € 5 a € 20 milhões para o desenvolvimento de campi franceses no exterior.

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