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Um pulo em Paris

Segurança reforçada na França para 5° fim de semana de protestos dos “coletes amarelos”

Áudio 08:34
Lojas e até redes de supermercado começaram a proteger suas vitrines para evitar atos de vandalismo
Lojas e até redes de supermercado começaram a proteger suas vitrines para evitar atos de vandalismo REUTERS/Benoit Tessier

Os manifestantes dos coletes amarelos se preparam para um novo protesto neste sábado (15). Mesmo se a imprensa francesa afirma que o movimento perdeu força, as autoridades preferiram manter um forte esquema de segurança para evitar cenas de vandalismo como as registradas nos dois últimos finais de semana.

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Apesar das medidas econômicas anunciadas na segunda-feira (10) pelo presidente francês Emmanuel Macron e da ameaça terrorista que voltou a pairar no país após o atentado de Estrasburgo, os chamados “coletes amarelos” não parecem dispostos a abandonar os protestos. Vários grupos do movimento no Facebook convocaram manifestantes para sair às ruas no sábado. Na tarde desta sexta-feira (14) mais de 20 mil pessoas já haviam confirmado nas redes sociais sua intenção de participar das passeatas.

"Não é o momento de se render, devemos continuar!", disse um dos iniciadores do movimento, Eric Drouet, em um vídeo no Facebook. "O que Macron fez na segunda-feira nos faz querer continuar, porque ele começou a ceder e, vindo dele, é incomum".

A declaração do militante faz alusão às medidas anunciadas pelo chefe de Estado, que prometeu um aumento de € 100 no salário mínimo, a redução dos encargos para os aposentados e confirmou a suspensão de um imposto que provocava o aumento do preço dos combustíveis, estopim da revolta. Macron, que esperava acalmar a revolta com os anúncios, declarou nesta sexta-feira que a França "precisa retornar o seu funcionamento normal".

Cerca de 8 mil policiais em Paris

As autoridades locais já informaram que vão mobilizar o mesmo dispositivo de segurança que no sábado passado. Cerca de 8 mil policiais vão atuar apenas em Paris, concentrados nos bairros considerados sensíveis, como a avenida do Champs-Elysées e seus arredores, mas também em algumas zonas turísticas e comerciais.

Os lojistas, que sofrem com os protestos às vésperas do Natal, já começaram a cobrir novamente suas vitrines com tapumes de madeira para se proteger contra atos de vandalismo, como os registrados nas duas últimas semanas. Circular pela capital francesa também será difícil, já que várias estações do metrô parisiense serão fechadas.

No último sábado (8), mais de 130 mil pessoas se manifestaram em toda a França, segundo dados do ministério do Interior. Os protestos também resultaram em um número recorde de prisões (cerca de 2.000), mais de 320 feridos e danos materiais em várias cidades, como Paris, Bordeaux e Toulouse (sudoeste).

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