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Macron tenta salvar mandato com debate nacional, dizem jornais franceses

A imprensa francesa discute a carta aos franceses do presidente Emmanuel Macron, às vésperas de um grande debate nacional para discutir a crise iniciada pelos coletes amarelos.
A imprensa francesa discute a carta aos franceses do presidente Emmanuel Macron, às vésperas de um grande debate nacional para discutir a crise iniciada pelos coletes amarelos. Fotomontagem RFI

Ao divulgar sua carta aos franceses neste domingo (13), o presidente francês, Emmanuel Macron, tenta salvar seu mandato, conclui grande parte dos editorialistas da imprensa francesa nesta segunda-feira (14).

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Outros incitam seus leitores a participar do grande debate que o chefe de Estado propõe para discutir a crise social e política deflagrada pelo movimento dos “coletes amarelos”.

Dois meses após o início dos protestos populares, a carta “aos franceses” tem como objetivo enquadrar os temas do “grande debate nacional” proposto por Macron, com início nesta terça-feira (15).

Ele faz um apelo para que os franceses levantem todos os pontos concretos do cotidiano que possam ser melhorados. Não haverá assunto proibido, promete ainda o presidente, que lança, para começar o debate, mais de 30 tópicos com temáticas bastante variadas: impostos, imigração, laicidade, democracia participativa com recurso ao referendo e ecologia, entre outros assuntos.

Macron insiste que a consulta não é uma “eleição, nem um referendo”. E também deixa claro que propostas já aprovadas não serão discutidas, como no caso do cancelamento do imposto sobre a fortuna, contestada pelos "coletes amarelos".

Segundo Libération, com essa carta, o presidente “tenta salvar os três anos que lhe restam no Eliseu”. Macron utiliza um “estilo humilde, simplicidade do vocabulário, além de um tom direto e concreto” para tentar se reconectar com os franceses. “O arrogante Júpiter quer se colocar no mesmo nível das rotatórias nas estradas. Menos vertical, mais horizontal”, continua o editorial do Libé.

O jornal econômico Les Echos é cético em relação ao desejo de Macron em ouvir a população, dizendo que o presidente “adota o grande debate como se fosse uma obrigação, sem uma verdadeira convicção”.

Para o conservador Figaro, é “a última chance para Emmanuel Macron, caso contrários os cenários são catastróficos para o presidente”. Já o jornal católico La Croix acredita que falta a Macron “a credibilidade necessária para convencer que ele vai realmente lutar contra as diferenças sociais e territoriais na França.

O presidente francês começa, a partir de terça-feira (15), a se deslocar pela França para debater com a população, começando pela Normandia, no leste do país, com a participação de 600 prefeitos e vereadores da região.

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