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França/ Coletes amarelos

Coletes amarelos mudam de estratégia no ato 11

O ato 11 dos "coletes amarelos", na Praça da República, em Paris, em 26 de janeiro de 2019.
O ato 11 dos "coletes amarelos", na Praça da República, em Paris, em 26 de janeiro de 2019. RFI / Ninan Wang

A França registra neste sábado o 11º dia de protestos antigovernamentais dos "coletes amarelos", que prosseguem nas ruas, apesar das divisões dentro do grupo.

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Apesar da perda de força do movimento que nasceu nas redes sociais há dois meses, os "coletes amarelos" estão decididos a manter a pressão contra o presidente Emmanuel Macron, que se enfrenta a pior crise de seu governo, mas começou a apresentar melhoras nos índices de aprovação de seu governo, após dar início ao grande debate nacional, há 11 dias.

Em Paris, centenas de manifestantes se reuniram para caminhar da avenida Champs Elysées até a praça da Bastilha, passando pela Assembleia Nacional. Uma das reivindicações dos manifestantes é o aumento dos salários.

Mas o anúncio na quarta-feira da criação de uma lista de "coletes amarelos", batizada Reunião de Iniciativa Cidadã (RIC), para as eleições europeias de maio criou uma divisão dentro do movimento.

Alguns manifestantes consideram que o movimento "não deve ser político".

Em Estrasburgo, entre 200 a 300 manifestantes se reuniram diante da sede do Parlamento Europeu, antes de caminhar até o centro da cidade do nordeste da França.

"Noite amarela"

Em uma mudança de estratégia, os "coletes amarelos" convocaram pela primeira vez manifestações noturnas em Paris. Em eventos divulgados no Facebook, os organizadores pedem a organização de uma "noite amarela" pacífica na praça da República, no coração da capital, para "debater e falar" sobre suas reivindicações.

A "noite amarela" é inspirada no movimento Nuit debout (Noite em pé, em tradução livre), que aconteceu durante meses na mesma praça, em 2016.

Para tentar encontrar uma solução à crise, Emmanuel Macron suspendeu o aumento de um imposto sobre os combustíveis, o que havia sido o estopim para os protestos, anunciou um aumento do salário mínimo e convocou um debate nacional de dois meses para "transformar a ira em soluções".

Mais de dois meses após o início dos protestos 64% dos franceses mantêm o apoio aos "coletes amarelo", segundo uma pesquisa do instituto BVA publicada na sexta-feira.

No domingo está prevista em Paris uma manifestação dos "lenços vermelhos", grupo que afirma representar a maioria silenciosa na França, cansada da violência e dos distúrbios durante as manifestações dos "coletes amarelos".
 

(Com informações da AFP)

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