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França/Terrorismo

França pode repatriar extremistas após saída de tropas americanas da Síria

Soldados do regime sírio continuam a lutar com extremistas do grupo Estado Islâmico em todos o país. Raqqa, 11 de agosto de 2017.
Soldados do regime sírio continuam a lutar com extremistas do grupo Estado Islâmico em todos o país. Raqqa, 11 de agosto de 2017. REUTERS/Zohra Bensemra

A França declarou nesta terça-feira (29) que os jihadistas franceses detidos na Síria poderão ser repatriados. O objetivo é evitar que os terroristas de nacionalidade francesa fujam, após a retirada anunciada das tropas americanas da Síria.

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"Dada a evolução da situação militar no nordeste da Síria, as decisões dos Estados Unidos, e para garantir a segurança dos franceses, estamos analisando todas as opções para evitar a fuga e dispersão destas pessoas potencialmente perigosas", destacou o Ministério francês das Relações Exteriores, em um comunicado oficial.

"Se as forças que fazem a custódia dos jihadistas franceses tomarem a decisão de expulsá-los para a França, eles serão levados imediatamente à Justiça", acrescentou a chancelaria francesa.

Cerca de 130 homens, mulheres e crianças de nacionalidade francesa estão nas mãos das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança curdo-árabe de milicianos que lutam contra o grupo Estado Islâmico (EI) junto com a coalizão internacional antiterrorista, dirigida pelos Estados Unidos, segundo fontes francesas. "Essas pessoas se uniram voluntariamente a uma organização terrorista que cometeu atentados na França e continuam nos ameaçando", acrescentaram as autoridades da coalizão.

Mudança importante na política antiterrorista da França

No entanto, fontes do governo francês disseram que, por enquanto, não tomaram nenhuma decisão e que tudo dependerá do ritmo de retirada dos americanos. O anúncio reflete uma importante mudança na política francesa sobre o retorno ao país de homens e mulheres que se radicalizaram e que foram combater na Síria, muitos dos quais se uniram ao grupo Estado Islâmico.

Até agora, a França contemplava apenas o retorno das crianças, mas sem seus pais, que, na sua opinião, deveriam responder por seus atos diante das autoridades locais e cumprir suas penas neste país. Mas, depois que Donald Trump anunciou a retirada total dos 2.000 soldados americanos mobilizados na Síria, as zonas curdas poderiam se tornar alvo de uma ofensiva turca ou retornar ao controle do regime de Damasco, o que desperta temores por uma dispersão dos extremistas estrangeiros.

As FDS não pediram aos franceses que repatriem seus cidadãos. Mas disseram que se tiverem que combater em outras frentes terão preocupações mais urgentes do que tomar conta de prisioneiros estrangeiros. Antecipando-se a isto, alguns países já repatriaram parte de seus cidadãos.

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