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França

Caso Benalla: ex-assessor de Macron é detido novamente

Alexandre Benalla, visto como a pedra no sapato de Macron, foi detido novamente
Alexandre Benalla, visto como a pedra no sapato de Macron, foi detido novamente REUTERS/Charles Platiau

Alexandre Benalla, ex-colaborador do presidente francês Emmanuel Macron, foi colocado em prisão provisória nesta terça-feira (19). Ele foi detido no âmbito da investigação sobre uma ação violenta cometida durante protestos no mês de maio. A agressão, pela qual ele já havia sido indiciado, foi o estopim de uma série de revelações sobre o abuso de poder do funcionário, que arranharam a imagem do chefe de Estado.

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O ex-colaborador de 27 anos havia sido indiciado junto com Vincent Crase, que atuava esporadicamente junto às equipes de segurança de Macron. Os dois foram surpreendidos por câmeras, agredindo manifestantes em Paris durante as comemorações da Festa do Trabalho, em 1° de maio de 2018.

Benalla e Crase foram indiciados e proibidos pela Justiça de se contatarem durante o processo. Mas uma gravação, datando de 26 de julho, divulgada pelo site jornalístico Mediapart em 31 de janeiro, revelou que os dois homens continuavam se falando. Diante das gravações, os magistrados consideraram que houve uma violação do controle judiciário e decretaram a prisão provisória de Benalla.

A defesa do ex-colaborador de Macron contestou a decisão. “Ele está sendo encarcerado por um suposto contato que aconteceu há sete meses. Isso é ridículo”, declarou a advogada Jacqueline Laffont.

Benalla é suspeito de vários crimes

Logo após o escândalo da manifestação do Dia do Trabalho, Benalla também foi acusado de continuar usando seus documentos diplomáticos para efetuar viagens internacionais mesmo depois de ter deixado seu cargo no governo francês. Apesar de a presidência ter pedido que seus documentos diplomáticos fossem devolvidos, segundo revelações feitas pela imprensa, ele teria usado vinte vezes seus passaportes entre o dia 1° e 31 de dezembro de 2018.

No fim de janeiro o site jornalístico francês Mediapart também revelou que o antigo braço-direito de Emmanuel Macron manteve ligações com um oligarca russo suspeito de ser próximo de grupos criminosos de Moscou.

Desde que as imagens das supostas agressões de 1° de maio foram divulgadas, o nome de Benalla está no centro da vida política francesa e tem sido visto como a pedra no sapato do presidente Emmanuel Macron. A opinião pública criticou o chefe de Estado pela demora em reagir e demitir o assessor. O presidente foi acusado de proteger o funcionário, reforçando um sentimento de impunidade após as revelações.

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